quarta-feira, junho 03, 2009
Jornalismo em quadrinhos
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JORNALISMO EM QUADRINHOS
Recentemente estive numa dessas bancas de revista gigantescas, que tem literalmente revistas de todo o mundo, e pude ficar alguns minutos folheando. Encontrei uma coisa que me surpreendeu: o jornalismo em quadrinhos parece ser uma coisa que está “pegando”.
Acabei levando duas revistas: a 032c, alemã (com textos em inglês), e a XXI, francesa. A primeira é semestral, a segunda, trimestral. Sim, revistas européias têm nomes, periodicidades e várias outras coisas bem diferentes. Mas enfim: escolhi as duas porque ambas traziam reportagens em quadrinhos.
Na 032c era uma matéria sobre o futuro de Dubai, o país dos Emirados Árabes Unidos que é o futuro do turismo hiper-tecnológico, falando dos projetos arquitetônicos em desenvolvimento atualmente. Quem assina a matéria são dois arquitetos, que preferiram contar sua história em forma de quadrinhos: no futuro, a transformação sociocultural e arquitetônica de Dubai é mostrada através da vida de um menino de elite e de seu motorista da classe baixa, entre outros personagens que ajudam a montar esse panorama do que uma das maiores cidades do mundo virá a ser.
Na XXI, ok, já se podia esperar quadrinhos sendo uma revista francesa (há alguns anos se falava que 1 em cada 3 franceses é leitor de quadrinhos; é o segundo maior mercado consumidor de gibi do mundo, depois do Japão). A matéria é sobre a vida no campo, da plantação à colheita nas quatro estações, da perspectiva de um desenhista que decidiu trocar sua prancheta na cidade por um trator.
Sim, são histórias, com personagens, com balões de fala, com narrativa estruturada, com emoção, com vigor. Isso já é aceito no jornalismo há anos. A novidade está em usar a linguagem dos quadrinhos. Na imprensa brasileira, aqui e ali aparecem algumas reportagens em HQ. Os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de São Paulo já encomendaram matérias produzidas desta forma. Nossa Revista Omelete, lançada em março de 2007, publicou uma reportagem do José Aguiar sobre o mercado europeu de quadrinhos no formato de HQ. E há vários outros exemplos. (A Piauí, uma ótima revista jornalística brasileira, também dedica bastante espaço a quadrinhos - mas, até onde lembro, a maioria das HQs dela não se caracteriza como reportagem, e sim no gênero ficcional.)
Nos EUA, a moda ainda não pegou. O New York Times e alguns outros jornais mais “pra frente” já encomendaram resenhas ou matérias de uma página em forma de quadrinhos, mas são poucos os exemplos. O interessante é ver iniciativas como a da editora Hill & Wang, que tem uma linha dedicada a quadrinhos-reportagem sobre a história dos EUA.
Um dos últimos lançamentos deles foi ’08: A Graphic Diary of the Campaign Trail, escrito pelo jornalista Michael Crowley e desenhado pelo quadrinista Dan Goldman. É um dos primeiros livros lançados sobre a emocionante campanha presidencial dos EUA no ano passado – se não o primeiro. E é todo em quadrinhos, como as boas HQs devem ser: layouts de páginas variados, bons diálogos, personagens carismáticos, narrativa heróica. Sem deixar de lado a precisão do bom jornalismo.
Joe Sacco - o principal nome do jornalismo em quadrinhos, que publica HQs sobre as zonas em conflito que visita - está criando escola. Ainda são poucos alunos, mas a turma está crescendo. Os quadrinhos já estão lado a lado com a boa literatura ficcional, mas ninguém imaginou que eles poderiam, um dia, estar disputando espaço como reportagens.
Quanto tempo falta para as Vejas e Épocas da vida publicarem uma matéria em HQ?
terça-feira, junho 02, 2009
Guri-aranha
Descobri no blog da revista Galileu. O post é de Rafael Teixeira. Cutuque aqui para ler!
E eis o blog do personagem Puny Parker, de Vitor Cafaggi!
Quadrinhos por uma boa causa
A página acima é a primeira da revista em quadrinhos "Turma do Ique", produzida pelo quadrinista santamariense Daniel Pereira dos Santos. Cutuque aqui para continuar lendo a HQ. O interessante é que o Daniel, indicado ao Prêmio HQMix deste ano com outro trabalho, faz comentários dos bastidores da HQ abaixo de cada página. Nas palavras do próprio autor, "a Turma do Ique é um centro de convivência que apóia a criança e o adolescente em tratamento contra o câncer. Uma iniciativa da universidade federal daqui, a UFSM (Santa Maria, RS)." Sou solidário ao trabalho do Daniel porque conheci a Turma do Ique quando eu estagiava como assessor de comunicação do Hospital Universitário da UFSM, em 2003 e 2004. Pude então ver que belo e corajoso trabalho é feito lá.
Parabéns eternos à Turma do Ique e parabéns ao Daniel por ter contribuido com seu talento para um projeto tão benfazejo.
segunda-feira, junho 01, 2009
Citações literárias
"A exemplo de Marie-José, Patrick começou a estudar inglês embaixo das ramagens dos salgueiros. Ele sustentava que não podiam esperar até ingressarem na sexta série. Marie-José o instruía para dar ao seu inglês um sotaque americano, que era irresistível, mas que apresentava um inconveniente: ela o tinha inventado. Ajudavam-se mutuamente a fim de compreender os catálogos de venda pelo correio e entender as alusões das histórias em quadrinhos. Empenhavam-se com fervor, como se Deus tivesse revelado pela última vez sua Palavra para o mundo nos balões das histórias em quadrinhos."
domingo, maio 24, 2009
Coxias do Mundo
Pois bem, quase tudo que afirmei pode ser aplicado ao trabalho de Marko Ajdaric, que organiza mensalmente em Caxias do Sul - RS uma mostra internacional de quadrinhos, a Coxias de Caxias. Tive a honra de ter sido convidado para a quarta edição, que ocorreu na última sexta-feira, na FSG - Faculdade da Serra Gaúcha.
Trata-se de um evento cujo maior mérito é formar público. Mas também é educativo, é ampliador da formação de quem já trabalha com quadrinhos, é socialmente correto, e mais um monte de coisas ao mesmo tempo.
Veja, por exemplo, as obras que estavam lá:
A foto acima foi tirada ainda durante a montagem. Dá para ver que não tem gibi de super-herói nem infantil (embora existam boas obras nesse gênero).
A foto seguinte também é da montagem da mostra.
Antes de o evento começar, o Marko (de branco na foto acima) me levou para conhecer as obras de outra mostra, a Gestalt dos Quadrinhos, cujo objetivo é provocar choques visuais em locais públicos, chamando a atenção dos passantes para obras de quadrinhos pouco conhecidas, mas de grande qualidade. Eis algumas, que estão num pavilhão de convivência da UCS - Universidade de Caxias do Sul:
O autor que aparece desenhando é Altair Gelatti, quadrinista caxiense.
quinta-feira, maio 21, 2009
Bem-vindos, concorrentes!
Vá lá ver os blogs cutucando nos links amarelos que pus aí em cima.
Mas depois volte, por favor...
quarta-feira, maio 20, 2009
Polêmica
Na verdade, não se trata de mera polêmica como em rodas futebolísticas, mas sim de algo que pode prejudicar realmente o campo dos quadrinhos, já tão vítima de preconceito (que sempre surge do desconhecimento ou, ao contrário, do conhecimento das coisas erradas).
Fato é que, no meu ver, a reportagem que saiu na Folha de São Paulo deveria abarcar uma denúncia maior sobre as condições precárias de seleção das obras que o governo de São Paulo comprou. Isso independe do formato ou gênero em que essas obras se inserem.
segunda-feira, maio 18, 2009
sábado, maio 16, 2009
Risco na internet
Repassando release...
A coletânea de cartuns, charges, quadrinhos, caricaturas e ilustrações editada pela GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul, EDIÇÃO DE RISCO, indicada para Melhor Publicação de Cartuns e Melhor Publicação de Charges no Troféu HQ Mix 2007, está disponível a partir de hoje para download no site www.vagaodohumor.com .
A GRAFAR, em parceria com o site Vagão do Humor, disponibiliza o livro EDIÇÃO DE RISCO para todos aqueles que queiram conhecer um pouco do trabalho e da diversidade dos artistas gráficos gaúchos.
A EDIÇÃO DE RISCO surgiu no final de 2005 através do grupo de discussões via internet da GRAFAR, com a proposta de se fazer uma publicação independente em homenagem aos 30 anos do primeiro livro coletânea de cartuns do Rio Grande do Sul, o QI 14, editado em 1975 que contou com a participação de Armando Coelho Borges, Batsow, Canini, Edgar Vasques, Edson, Fraga, Juska, Luis Fernando Veríssimo, Pacheco, Rekern, Ronaldo, Santiago, Tarso e Torquato Ssó.
Editorado por Leandro Bierhals (Hals) e Eugênio Neves, respectivamente presidente e secretário da GRAFAR, a EDIÇÃO DE RISCO conta com a participação de 33 artistas, numa gigante lista formada por Alisson Affonso, Bendati, Bier, Byrata, Cristiano Ribeiro, Donga, Edu, Eugênio Neves, Gabriel Renner, Gelson Mallorca, Gilmar Fraga, Guazzelli, Hals, Juska, Kayser, Koostella, Lancast Mota, Leandro Dóro, Lila Mota, Luciano Canteiro, Mateus Figueiró, Máucio, Max Ziemer, Moa, Pedro Alice, Ricardo Machado, Rodnério, Ronaldo Cunha Dias, Schroder, Tacho, Tatiana Tesch e Wagner Passos.
Lançada em 2006 no 2° Espraiar do Cartum Gaúcho na Praia do Cassino em Rio Grande, a EDIÇÃO DE RISCO seguiu depois para uma série de lançamentos que aconteceram em Porto Alegre, Arroio Grande, Passo Fundo, Santa Maria, São Paulo, Rio de Janeiro e em Stuttgart na Alemanha.
A proposta de disponibilizar o livro EDIÇÃO DE RISCO via internet é de tornar acessível para todos, em todas as partes do mundo, num número ilimitado de cópias, esta publicação que entra para a história das artes gráficas, como mais uma iniciativa de organização coletiva da arte e do humor do Rio Grande do Sul.
Download do Livro Edição de Risco: www.vagaodohumor.com
quinta-feira, maio 14, 2009
Mawil
No comecinho de março encontrei o quadrinista alemão Mawil em Berlin. Esta é uma história que ainda vou contar por aqui. Interessante agora é dizer que faz um bom tempo que sou fã do trabalho dele. Acho que você já sabia...Como um teaser de algo que ainda vou escrever (não sei quando), linco uma história em quadrinhos do Mawil, que ele autorizou pôr no cabruuum. Cutuque aqui! É em alemão, mas vale a pena no mínimo ver os desenhos.
No mais, todo o site do autor é recomendabilíssimo. Veja!
Jornais devem se inspirar em HQ, diz especialista espanhol
Ei-la!
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Jornais devem se inspirar em HQ, diz especialista espanhol
por Gustavo Viana, para a Gazeta Mercantil (Caderno C - p. 2, 20/08/2008)
Os jornais precisam usar formas mais criativas de informar os leitores, fugindo do tradicional título-texto-foto, sob o risco de perderem espaço para outras mídias. Essa é a opinião do presidente da Society for News Design - SND (Espanha), Javier Errea, que palestrou sobre "O Design dos jornais hoje e no futuro", durante o 7º Congresso Brasileiro de Jornais, organizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) e que terminou ontem em São Paulo.
Para Errea, os periódicos precisam usar narrativas adaptadas ao conteúdo, com diferentes formatos. "Esse modelo (título-texto-foto) não pode ser a única forma de informar, é monótono". O espanhol, que também é diretor da Errea Comunicacíon, defende a tese de que os jornais precisam se aproximar da linguagem das revistas, quadrinhos e até dos livros infantis, por exemplo, e usar ferramentas como jogos, músicas, números, quadrinhos e infográficos. Para ele, esses novos formatos e experiências são aplicáveis também em jornais sérios, como os econômicos. "A credibilidade de um jornal não pode ser abalada por causa da sua criatividade", diz Errea, mostrando uma matéria de um tradicional jornal europeu sobre o Fórum de Davos, na Suíça, toda em formato de quadrinhos. "Porque os jornais só fazem essas experiências nos suplementos especiais? Temos que converter todo o jornal e um suplemento especial", diz Errea.
O executivo ressalta que as mudanças no design devem ser feitas sem prejudicar o conteúdo. "Existe uma gama de recursos que podem ser usados, mas a informação tem que ser boa". Ele discorda da estratégia de alguns jornais de se tornarem mais leves para atrair o público jovem. "Existem livros infanto-juvenis como Harry Potter com 200 páginas e sem fotos. Não é isso que vai atrair os jovens", diz.
Errea, no entanto, aponta alguns exageros, como de um jornal espanhol que mudava a cada dia a posição da sua logomarca para dar lugar às chamadas. "Um dia uma leitora ligou para perguntar se o nome do jornal havia mudado para "Corneados", lembra Errea, em referência a uma chamada no alto da capa do jornal para uma matéria que mostrava pessoas que foram golpeadas durante uma perseguição de touros nas ruas de uma cidade espanhola.
Errea também criticou as novas formas de publicidade empregadas nos jornais, em meio às notícias. "Entramos em uma zona de risco. Com esses novos formatos de publicidade, as vezes não conseguimos distinguir o que é publicidade e o que é informação", diz Errea, citando o uso de publicidade no meio de gráficos e "imagens do dia" nas páginas esportivas de jornais brasileiros.
O presidente da SND comentou também a tendência dos jornais de diminuírem de tamanho. "O jornal de domingo, por exemplo, precisa ter menos páginas. Domingo é dia de passear, ir no futebol, ficar os filhos, se o leitor for ler todo o jornal não terá tempo de fazer tudo isso", diz Errea, que discorda da opinião de que com o crescimento da internet o jornal deve virar uma espécie de reduto para grandes ensaios. "Muitas pessoas, como eu, tem o jornal como principal fonte de informação, então o jornal deve ser um meio de notícias", disse.
As vendas de jornais cresceram 8,1% no País no primeiro semestre do ano em comparação ao mesmo período do ano passado, reflexo do crescimento da economia e do aumento das vendas de jornais populares. Foram vendidos uma média de 4,39 milhões de exemplares por dia.
segunda-feira, maio 11, 2009
Grupo de Jornalismo em Quadrinhos
Para os realmente interessados, a descrição dos objetivos é esta:
"Eis um espaço para discussão e troca a partir do Jornalismo em Quadrinhos, entendido aqui como um gênero jornalístico recente que necessita de estudos e práticas. Essas trocas podem ser de vários níveis, como:
1) discussão sobre a linguagem dos quadrinhos aplicada ao jornalismo
2) discussão sobre o Jornalismo em Quadrinhos e sua inserção no campo do jornalismo (temas como 'ética', 'engajamento', etc)
3) discussão sobre a história do Jornalismo em Quadrinhos
4) partilha de conhecimentos, tanto acadêmicos quanto informativos
5) partilha de publicações (artigos, reportagens, etc)
6) muita ludicidade. Afinal, embora esse não seja um grupo de lazer, somos pessoas ligadas ao menos por um interesse em comum.
A idéia, portanto, é discutir Jornalismo em Quadrinhos, e essa discussão pode (ou deve, eu diria) ocorrer multidisciplinarmente. O importante apenas é o Jornalismo em Quadrinhos seguir sempre sendo o foco do grupo.
No mais, sejamos bem-vindos!"
Se você segue interessado depois de ler tudo isso que pus entre aspas aí em cima, cutuque aqui para entrar no grupo.
Para o Dia das Mães
Referências do obra e do lugar original de publicação você encontra aqui.sexta-feira, maio 08, 2009
Quadrinhos "alemães" feitos em Porto Alegre
Entre obras de um portfólio incluindo ilustrações para livros alemães (a Ana mesmo fala alemão), encontram-se quadrinhos bastante recomendáveis. Bem, isso tudo está lá no site. Não perca mais tempo aqui. Vá lá olhar!
quinta-feira, maio 07, 2009
Para usar em aula de química

Detalhes sobre a tabela (além dela ampliada) você tem cutucando aqui!
quarta-feira, abril 29, 2009
Você já leu os mangás dum tal de Shakespeare?

terça-feira, abril 28, 2009
Os quadrinhos contemporâneos
"Os quadrinhos contemporâneos
Rafael Sica, Mawil e revista Graffiti são exemplos de como a arte contemporânea se manifesta nos quadrinhos."
Se o tema interessar e você quiser ler a resenha, cutuque aqui.
segunda-feira, abril 27, 2009
Absolutamente nada a ver com quadrinhos!
É que eu zapeava a tevê e dei de cara com o clipe duma música no programa Vila Sésamo, na TV Cultura. A canção é linda e por isso decidi postá-la:
Só Eu Sou Eu
(Arthur Nestrovski, Marcelo Jeneci)
Tem muita gente
Muito linda
Nessa terra
Nas minhas contas
São oito bilhões
Mais eu
Tem Ronaldinhos
E Rainhas Da Inglaterra
Mas nada disso
Muda que
Só eu sou eu
Só eu sou eu
Só eu sou eu
Além de mim
Não tem ninguém
Que seja eu
Vem cá, menina
Vem brincar comigo
Que outra criatura igual
Jamais nasceu
Vem cá, garota
Vamos lá, juntinhos
Ainda bem que a gente é
Você e eu
Você e eu
Você e eu
E cada um
É cada um
E cada eu
quinta-feira, abril 23, 2009
A Malu Magalhães dos quadrinhos
O menino, ao que parece, já era conhecido, mesmo tendo apenas 12 anos. Eu, porém, fui um dos últimos a saber.
Eis o blog do guri, para você entender porque esse auê em cima dele.
Faz lembrar a Malu Magalhães. É preciso dizer, porém, que deve haver uma boa estrutura familiar por trás para lidar com essa fama precoce que, todo mundo sabe, traz seus problemas. O João ao que parece, porém, está bem encaminhado.
Sucesso e parabéns pelo trabalho, menino!
sábado, abril 18, 2009
Alemanha em espanhol
Para você se interessar, precisa cumprir dois requisitos:
1) ler em espanhol.
2) ter interesse em coisas da Alemanha, principalmente quadrinhos.
Se você os cumpre, cutuque aqui!

