sábado, julho 23, 2011

Notícia bacana: quadrinhos na Academia Brasileira de Letras

Clique em EXIBIR IMAGENS para ver o e-mail.
Clique em EXIBIR IMAGENS para ver o e-mail.
Clique em EXIBIR IMAGENS para ver o e-mail.

Huxley versus Orwell

Recebi por email uma interessante comparação entre as ideologias dos escritores Aldous Huxley e George Orwell. Segue abaixo. Para saber onde encontrei essa HQ, cutuque aqui. Quem quiser pode ler o original em inglês aqui.

orwell-01

orwell-02

orwell-03

orwell-04

orwell-05

orwell-06

orwell-07

orwell-08

orwell-09

terça-feira, julho 19, 2011

Joe Sacco por Daniel Gnattali

O quadrinista Daniel Gnattali esteve recentemente na FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty e decidiu contar em quadrinhos o que viu por lá. Segue abaixo seu longo relato. Destaque especial para a palestra do HQ-repórter Joe Sacco.

[Clique sobre a imagem para ver em tela cheia.]

quarta-feira, julho 13, 2011

Curso de Extensão em Reportagem em Quadrinhos: NOVAS DATAS

Curso de Extensão:

Reportagem em Quadrinhos

Desenho de Maumau

***

O quê: curso de reportagens em quadrinhos

Com quem: Augusto Paim, jornalista cultural e escritor

Quando: sextas-feiras, das 14h às 18h, de 12 de agosto a 2 de setembro de 2011

Onde: PUC RS

Inscrições: até 8 de agosto

***

Quer aprender a trabalhar com um novo gênero do jornalismo que é uma tendência seguida por jornais como a Folha de São Paulo e o argentino La Nacion? A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) oferecerá em Porto Alegre um Curso de Extensão inédito sobre reportagens em quadrinhos. Serão 20 horas-aula, divididos em quatro encontros, sempre às sextas-feiras, a partir do dia 12 de agosto de 2011. A proposta é unir teoria e prática: os alunos não só serão estimulados a refletir sobre o uso da linguagem dos quadrinhos no jornalismo, como também participarão de uma sala de redação visando à produção de reportagens nesse formato.

O curso é aberto para estudantes da PUC e para o público em geral. Não é exigido ter conhecimentos de quadrinhos. Também NÃO é necessário saber desenhar: para fins didáticos, serão usadas fotografias. No curso, o aluno aprenderá ainda sobre a escrita de roteiros e o uso de técnicas narrativas, que podem ser aplicadas em qualquer linguagem – especialmente no cinema, que têm muitos pontos em comum com os quadrinhos, haja vista que todo filme começa com um roteiro e um storyboard.

O Jornalismo em Quadrinhos surgiu na década de 1990, com os livros-reportagens sobre conflitos bélicos do jornalista maltês Joe Sacco. Já no século 19, no entanto, havia experiências nesse formato. Agora surge uma nova geração internacional de HQ-repórteres e de veículos especializados, como http://www.cartoonmovement.com/ e o http://www.newsmanga.com/, este último uma experiência pioneira com mangás jornalísticos diários. Veículos tradicionais também têm publicado reportagens em quadrinhos, haja vista que essa pode ser uma saída para impedir o fim do jornalismo impresso, ao atrair novos leitores de jornais. O gênero também tem sido trabalhado em biografias e outras formas de não-ficção em quadrinhos.

Para saber mais sobre o Jornalismo em Quadrinhos, a sua história e a nova safra de HQ-repórteres, leia esta reportagem publicada na edição de março da Revista da Cultura.


***

Objetivos do curso: incentivar a reflexão sobre o gênero Jornalismo em Quadrinhos a partir da experiência prática; estimular a produção de reportagens em quadrinhos por meio de orientação especializada; qualificar a produção e a reflexão teórica sobre Jornalismo em Quadrinhos através da introdução e aprofundamento do tema no ambiente da Graduação.

Ementa: a linguagem dos quadrinhos aplicada ao jornalismo; a pauta, a apuração e a edição no Jornalismo em Quadrinhos.

Pré-requisitos: nenhum. Apenas são recomendáveis conhecimentos prévios sobre jornalismo em geral.

Programa

Aula 1 - Palestra "Elementos da Narrativa em Quadrinhos" + reunião de pauta

Aula 2 - Apresentação das apurações + decupagem dos temas

Aula 3 - Roteiro + Edição

Aula 4 - Apresentação das reportagens + Avaliação

Ministrante do curso: Augusto Paim é jornalista cultural, escritor e tradutor. Atualmente, cursa o Mestrado em Teoria da Literatura na PUC RS e trabalha como jornalista cultural freelance. Já publicou reportagens nas revistas Continuum, Norte, Aplauso e Revista da Cultura. Em 2009, traduziu para o português o livro Johnny Cash - uma biografia, premiada obra do quadrinista alemão Reinhard Kleist. Em 2010, foi curador e organizador do I Encontro Internacional de Jornalismo em Quadrinhos. No mesmo ano, fez uma reportagem em quadrinhos sobre o Esporte Clube Juventude, com a quadrinista Ana Luiza Koehler. Agora trabalha em uma reportagem em quadrinhos sobre o Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, para o site Cartoon Movement. Desde 2007, ministra palestras sobre quadrinhos em escolas e universidades. Mantém os blogs http://www.cabruuum.blogspot.com/, sobre HQ, e http://www.augustfest.blogspot.com/, sobre jornalismo e literatura.

Resumo das informações

Carga horária: 20 horas-aula.

Período: De 12 de agosto a 2 de setembro de 2011.

Dia e horário: sextas-feiras, das 14h às 18h.

Datas: 12, 19 e 26 de agosto e 2 de setembro de 2011.

Local: PUC de Porto Alegre

Vagas: 15 a 20.

Investimento: R$ 324 para alunos, diplomados, professores e funcionários da PUCRS; R$ 360 para o público em geral.

Inscrições: até 8 de agosto de 2011.

Onde se inscrever: Av. Ipiranga, 6681, Prédio 15, sala 112, telefone (51) 3320 3727.

Outras informações: com o ministrante Augusto Paim (augusto.paim [@] gmail.com) ou com o coordenador Luciano Klöckner, no telefone (51) 3320 3727, de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h15min, ou no site.

terça-feira, julho 05, 2011

Entrevistas com Joe Sacco

O HQ-repórter mais conhecido da paróquia está neste momento no Brasil. Joe Sacco veio até aqui para participar da FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty. Em função disso, tem concedido uma porção de entrevistas. Linco aqui as principais:

- Universo HQ
- Época
- Folha de S. Paulo
- G1
- Omelete

Sobre essas entrevistas (e o fenômeno dos seus aparecimentos), cabem duas observações:

1) creio que a vinda de Joe Sacco ao Brasil dará um impulso a curto, médio e longo prazo no desenvolvimento do Jornalismo em Quadrinhos brasileiro, tanto como campo de estudos quanto prática. É como se a pesquisa e a produção por aqui fosse alçada a outros patamares, muito em função da própria divulgação do gênero. Afinal, para se falar da presença de Joe Sacco no Brasil e explicar a sua envergadura no meio dos quadrinhos, faz-se necessário falar também sobre o que é o Jornalismo em Quadrinhos. Todo mundo que já trabalha com isso sai ganhando.

2) essas entrevistas devem se transformar rapidamente em corpus acadêmico, vindo a aparecer em breve em inúmeras citações em monografias, dissertações e, por que não?, teses. É que até hoje Joe Sacco pouco ou nada tinha falado sobre seu processo de trabalho ou sobre o que ele pensa sobre o Jornalismo em Quadrinhos. Isso mesmo. Ele, que é considerado por muitos o inventor do gênero, não havia falado ainda publicamente sobre isso (pelo menos não que eu saiba). Tanto que nos trabalhos acadêmicos sua obra é citada e estudada, mas ele não costuma ser fonte teórica. Por isso, essas entrevistas devem preencher uma lacuna.

***

PS.: a Folha de S. Paulo fez uma sabatina pós-FLIP com Joe Sacco. Aqui. É muito interessante, pois ali ele relata seus procedimentos jornalísticos para apurar e fazer reportagens em quadrinhos.

PS2.: outra entrevista muito boa, agora do Guia do Estudante. Aqui.

segunda-feira, maio 30, 2011

Frajola e Bob Esponja entram para a história da arte

Alguns blogs têm divulgado na internet uma invasão de personagens de desenhos animados a quadro famosos da história da arte. Três exemplos abaixo.


Cutucando aqui você pode ver muitos outros exemplos.

Infelizmente, ainda estou tentando descobrir a autoria dessas imagens. Assim que souber, publico aqui.

domingo, maio 08, 2011

Com quantos "us" se faz um blog de quadrinhos

Meu amigo e colega jornalista Anderson Ribeiro, proprietário do ArTorpedo (que surgiu junto com o cabruuum como atividade final do Laboratório de Jornalismo Cultural do programa Rumos Itaú Cultural, no já longínquo 2005), decidiu me fazer uma surpresa neste final de semana: escreveu o texto abaixo, homenageando este que vos escreve e também o que e onde escreve este que vos escreve.

Não é meu aniversário nem nada, nem foi homenagem de Dia das Mães (o cabruuum não tem mãe, só pai, que sou eu - até porque, se tivesse mãe, só um exame de DNA comprovaria a paternidade).

Homenagens gratuitas são ainda mais gostosas, por isso compartilho aqui.

***

Com quantos ‘us’ se faz um blog de quadrinhos?

Bem, depende do tamanho da empolgação e se tem predicado e lastro para poder mantê-lo. Em princípio achei que os assuntos acabariam no já rotulado mundo dos super-heróis – nada contra, eu adoro – depois de passar por coisas tipo Turma da Mônica e personagens Disney. Quem poderia imaginar que rendesse tanto? Quem, me respondam com sinceridade, acharia que teria fôlego para aguentar os quase seis anos? E o melhor, além de trazer novidades do mundo quadrinista, com publicações nacionais e estrangeiras desconhecidas do público, apresenta propostas, teses, levantes, bandeiras de que as HQs podem sim ser notícia, não como produto lançado, mas como estilo jornalístico.

Nesse caso, a empolgação veio com três ‘us’, mas poderia ser muito mais. Aliás, nunca lembro disso, contei os ‘us’ para poder escrever. Sempre coloco mais, pois fico imensamente empolgado a cada leitura, mesmo que às vezes não entenda muita coisa, por ser tão específica. Coloco cinco, seis e ainda multiplico os ‘emes’. É como o uhuuuuuuu quando digitamos nas redes sociais pra mostrar ao outro que curtimos muito.

Então, é preciso ter cartas na manga, afinidade, desejo, vontade, conhecimento e perseverança para poder resistir, crescer e provar pra todo mundo com quantos ‘us’ se faz um blog de quadrinhos.

sábado, abril 16, 2011

Jornalismo em Quadrinhos nipo-uberabense

Navegando pela internet, dei de cara com isto:


Segundo a descrição das próprias autoras, trata-se de um "livro-reportagem em forma de Mangá, feito pelas alunas Danielle Maia, Eliane Moratelli e Rita de Cassia, como exigência para a conclusão do curso de Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, da Universidade de Uberaba, MG."

Ou seja: Jornalismo em Quadrinhos sobre a sociedade nipônica de Uberaba. Ou seja - parte 2: estão surgindo novas HQ-repórteres brasileiras. Ou melhor, mangá-repórteres.

Quem quiser saber detalhes sobre os bastidores desse trabalho, veja no paper abaixo:

quinta-feira, abril 07, 2011

Outra reportagem em quadrinhos brasileira

Trata-se realmente de um fenômeno. Os jornais ou portais de notícia estão produzindo cada vez mais reportagens (ou notícias simples) em quadrinhos. Já não há medo de arriscar.

Eis um caso recente. Cutuque aqui.

sábado, março 26, 2011

Versão cult da Liga da Justiça da Bahia

Outro dia divulguei aqui o clipe da versão axé da Liga da Justiça. Essa música foi o grande hit desse verão na Bahia, até jogadores de futebol do porte do Neymar já comemoraram gols fazendo a dancinha do clipe.

Pois eis que o colega Leandro Dóro me avisa que foi feita uma versão cult dessa mesma letra. Agora, porém, só voz e violão.

Olha aí embaixo!

terça-feira, março 22, 2011

PRESS RELEASE

Curso de Extensão:

Reportagem em Quadrinhos

Desenho de Maumau

***

O quê: curso de reportagens em quadrinhos

Com quem: Augusto Paim, jornalista cultural e escritor

Quando: quintas-feiras, das 14h às 18h, de 5 a 26 de maio

Onde: PUC RS

Inscrições: até 29 de abril

***

Quer aprender a trabalhar com um novo gênero do jornalismo que é uma tendência seguida por jornais como a Folha de São Paulo e o argentino La Nacion? A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) oferecerá em Porto Alegre um Curso de Extensão inédito sobre reportagens em quadrinhos. Serão 20 horas-aula, divididos em quatro encontros, sempre às quintas-feiras, a partir do dia 5 de maio. A proposta é unir teoria e prática: os alunos não só serão estimulados a refletir sobre o uso da linguagem dos quadrinhos no jornalismo, como também participarão de uma sala de redação visando à produção de reportagens nesse formato.

O curso é aberto para estudantes da PUC e para o público em geral. Não é exigido ter conhecimentos de quadrinhos. Também NÃO é necessário saber desenhar: para fins didáticos, serão usadas fotografias. No curso, o aluno aprenderá ainda sobre a escrita de roteiros e o uso de técnicas narrativas, que podem ser aplicadas em qualquer linguagem – especialmente no cinema, que têm muitos pontos em comum com os quadrinhos, haja vista que todo filme começa com um roteiro e um storyboard.

O Jornalismo em Quadrinhos surgiu na década de 1990, com os livros-reportagens sobre conflitos bélicos do jornalista maltês Joe Sacco. Já no século 19, no entanto, havia experiências nesse formato. Agora surge uma nova geração internacional de HQ-repórteres e de veículos especializados, como http://www.cartoonmovement.com/ e o http://www.newsmanga.com/, este último uma experiência pioneira com mangás jornalísticos diários. Veículos tradicionais também têm publicado reportagens em quadrinhos, haja vista que essa pode ser uma saída para impedir o fim do jornalismo impresso, ao atrair novos leitores de jornais. O gênero também tem sido trabalhado em biografias e outras formas de não-ficção em quadrinhos.

Para saber mais sobre o Jornalismo em Quadrinhos, a sua história e a nova safra de HQ-repórteres, leia esta reportagem publicada na edição de março da Revista da Cultura.


***

Objetivos do curso: incentivar a reflexão sobre o gênero Jornalismo em Quadrinhos a partir da experiência prática; estimular a produção de reportagens em quadrinhos por meio de orientação especializada; qualificar a produção e a reflexão teórica sobre Jornalismo em Quadrinhos através da introdução e aprofundamento do tema no ambiente da Graduação.

Ementa: a linguagem dos quadrinhos aplicada ao jornalismo; a pauta, a apuração e a edição no Jornalismo em Quadrinhos.

Pré-requisitos: nenhum. Apenas são recomendáveis conhecimentos prévios sobre jornalismo em geral.

Programa

Aula 1 - Palestra "Elementos da Narrativa em Quadrinhos" + reunião de pauta

Aula 2 - Apresentação das apurações + decupagem dos temas

Aula 3 - Roteiro + Edição

Aula 4 - Apresentação das reportagens + Avaliação

Ministrante do curso: Augusto Paim é jornalista cultural, escritor e tradutor. Atualmente, cursa o Mestrado em Teoria da Literatura na PUC RS e trabalha como jornalista cultural freelance. Já publicou reportagens nas revistas Continuum, Norte, Aplauso e Revista da Cultura. Em 2009, traduziu para o português o livro Johnny Cash - uma biografia, premiada obra do quadrinista alemão Reinhard Kleist. Em 2010, foi curador e organizador do I Encontro Internacional de Jornalismo em Quadrinhos. No mesmo ano, fez uma reportagem em quadrinhos sobre o Esporte Clube Juventude, com a quadrinista Ana Luiza Koehler. Agora trabalha em uma reportagem em quadrinhos sobre o Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, para o site Cartoon Movement. Desde 2007, ministra palestras sobre quadrinhos em escolas e universidades. Mantém os blogs http://www.cabruuum.blogspot.com/, sobre HQ, e http://www.augustfest.blogspot.com/, sobre jornalismo e literatura.

Resumo das informações

Carga horária: 20 horas-aula.

Período: De 05 a 26 de maio.

Dia e horário: quintas-feiras, das 14h às 18h.

Datas: 5, 12, 19 e 26 de maio de 2011.

Local: PUC de Porto Alegre

Vagas: 15 a 20.

Investimento: R$ 572,23, para o público em geral; R$ 515,00, para alunos, diplomados, professores e funcionários da PUCRS.

Inscrições: até 29 de abril.

Onde se inscrever: Av. Ipiranga, 6681, Prédio 15, sala 112, telefone (51) 3320 3727.

Outras informações: com o ministrante Augusto Paim (augusto.paim [@] gmail.com) ou com o coordenador Luciano Klöckner, no telefone (51) 3320 3727, de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h15min.

segunda-feira, março 21, 2011

Teaser


Desde 2008, o jornalista de aventuras Airton Ortiz e eu desenvolvemos um projeto sobre o qual pouco tenho falado. Trata-se da adaptação de seus livros para uma narrativa em quadrinhos voltada para crianças. Escrevi dois roteiros para esses livros quando estava na Alemanha. Esses roteiros ficaram trancados em uma gaveta virtual, até que no ano passado o desenhista Bruno Ortiz veio se juntar a nós (ele não é parente do Airton, apesar da coincidência dos sobrenomes). Eis que a coisa começa a tomar forma.

Em breve, devo trazer detalhes desse projeto. Por ora, ficam as imagens acima e, abaixo, a primeira versão do Bruno para uma página do meu roteiro, que mostra as aventuras do Ortizinho na Amazônia.

terça-feira, março 15, 2011

Postagem para maiores de 18 anos

Depois de um mês inteiro postando textos sisudos neste blog, venho até aqui para deixar um comentário malicioso: se os fãs nerds de quadrinhos fizessem sexo, talvez fossem para um lugar assim.

segunda-feira, março 14, 2011

Divulgando

II JORNADA DE ESTUDOS SOBRE ROMANCES GRÁFICOS

Data: 29 e 30 de junho de 2011.

Local: Universidade de Brasília – UnB

Em setembro de 2010, o Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea realizou a I Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos na Universidade de Brasília. A proposta era discutir algumas obras de grande repercussão no meio cultural e editorial, utilizando-se de elementos da crítica literária contemporânea, com o objetivo de abrir um debate que nos permitisse uma melhor compreensão de seu alcance no campo literário.

Dando prosseguimento e ampliando as discussões, será realizada, nos dias 29 e 30 de junho, na UnB, a II Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos. O evento consistirá de uma rodada de palestras com convidados e da apresentação oral de trabalhos sobre o tema. O público alvo é composto de pesquisadores(as), estudantes, profissionais da área e interessados(as) em geral, que poderão participar com a apresentação de trabalhos ou como ouvintes.

Para informações sobre inscrição e outros detalhes, cutuque aqui.

terça-feira, março 08, 2011

Os filhos de Joe Sacco

Escrevi, para a Revista da Cultura, uma reportagem sobre o crescimento internacional do Jornalismo em Quadrinhos. O material foi publicado na edição de março. Começa assim:



Para continuar lendo, cutuque aqui.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Novas narrativas_upgrade 2

Um dos melhores retornos que se pode ter com uma reportagem (cujo trabalho é sempre um processo solitário) é receber depoimentos de leitores que acrescentam informações, enriquecendo o saber sobre o tema. Minha última reportagem teve essa honra. Destaco aqui dois comentários que são uma espécie de upgrade ao tema da pauta.

Ludmila:


"Olá, tudo bem?

Li essa matéria sobre o Hipertexto hoje, confesso que tal assunto me fascina muito. Gostei de saber que no Brasil também tem dado seus passos nesse tipo de literatura.

Senti falta, no entanto, de nomes pioneiros nessa área, como Raymond Queneau, criador do OuLiPo e autor de Cent Mille Milliards de Poèmes [o livro não foi esquecido, apenas foi citado em outro post no Cultura News, mais exatamente neste aqui], ou de Georges Perec, também membro desse grupo, e autor de A vida modo de usar, publicado em 1978, que assim como Afternoon traz histórias que se entrecruzam e se remetem. Esses são só alguns exemplos de uma literatura hipertextual que já existia antes de 1987. Inclusive, os livros de Calvino que você menciona fazem parte da fase oulipien do escritor, juntamente com As Cidades invisíveis.

Extremely lound and Incredubly close
do Foer, já foi traduzida, sim, para o português, o que ainda não foi e acredito que nem será é seu novo livro, o delírio de qualquer apaixonado por essa literatura, Tree of Codes que é inspirado em Rua dos Crocodilos de Bruno Schulz e tem um formato ousado mas ainda similiar ao livreto de poemas do Queneau.

Acho esse assunto extremamente apaixonante, curioso e é muito bacana poder dialogar com alguém que também nutra esse tipo de interesse.

Abraços e parabéns pela matéria."

Paula Mastroberti
:

"Olá, Paim. Li sua matéria na Revista. É um assunto que não só me fascina, como faz parte de minha pesquisa de doutorado. Além disso, também sou uma escritora que trabalha narrativas híbridas há algum tempo. Apenas trabalho para uma área na qual esse jogo é considerado natural: a literatura juvenil. Sobre isso, eu gostaria de acrescentar às suas suposições que, além da influência recente dos suportes plurimidiáticos na literatura contemporânea, é preciso ressaltar a influencia do livro infantil e juvenil na formação de gerações de escritores (eu inclusive) desde a invenção do livro-brinquedo e dos chapbooks na Inglaterra vitoriana. Não tenho dúvida de que o germe de uma literatura que integra design, efeitos gráficos e imagens, mesmo antes dos quadrinhos está no histórico da produção editorial dirigida à infância (estágio pelo qual todos passamos). Comprovadamente, o livro infantil não só soube explorar, muito antes do adulto, os recursos tecnológicos de impressão desde o século XIX, mas foi também o catalisador principal do desenvolvimento do design de livros e sua exploração estética. Abraço."

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Novas narrativas_upgrade

O texto abaixo, escrito por mim, foi postado no portal CulturaNews como um complemento à reportagem sobre novas narrativas.

***

Na reportagem de capa da edição de fevereiro, você viu que as inovações propostas pelas novas tecnologias ou mesmo pela literatura eletrônica têm seus precursores no papel. Um bom exemplo disso é a obra "Cent Mille Milliards de Poèmes", do francês Raymond Queneau. Trata-se de um livro com dez sonetos, todos eles com o mesma métrica e o mesmo sistema de rimas. Até aí, nada demais. A diferença é que Queneau construiu cada verso de tal forma que todos eles podem ser trocados de lugares. Ou seja, cada leitor monta seu próprio poema em cada ato de leitura.

O funcionamento da obra pode ser visto na prática nesta versão interativa, publicada no site da Universidade Mannheim. Para cada verso, há dez opções, que você mesmo pode escolher. Caso você queira que o poema seja obra do acaso, vale consultar esta outra versão. Você passa o mouse por cima dos versos, e eles começam a se alternar como se fossem uma roleta. Tirando o mouse, a roleta cessa de girar. Nasce um novo poema.

Todos esses exemplos, no entanto, são apenas versões para internet de uma obra que já atravessou quase cinco décadas. Publicado em 1961, o livro de Queneau tem, originalmente, esta aparência.


sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Deu a louca no livro impresso


A matéria de capa da edição de fevereiro da Revista da Cultura é sobre narrativas diferenciadas feitas no suporte tradicional, o livro impresso. Por que estou divulgando neste espaço? Bem, não é só porque a reportagem foi escrita por mim. É que alguns livros citados são de quadrinhos ou usam os quadrinhos na mistura de linguagens.

Confira cutucando aqui.

[O desenho acima é de Marcelo Cipis.]