sexta-feira, julho 28, 2006

Santa Maria tem três cartuchos e mais bala na agulha!!!

Prepare sua cartucheira: uma cambada de cartunistas vai se juntar aqui na cidade, de hoje até domingo, dia 30, para a 3ª edição do CARTUCHO, o encontro de CARTUnistas gaúCHOS (esse nome tão criativo só podia ser coisa de quem faz quadrinhos mesmo... Eheheh).

Ao que parece, o Cartucho deste ano vai ser um estouro. Pra se ter uma idéia, vem pra cá o Renato Canini, o cartunista gaúcho que (re)desenhou o Zé Carioca (e que já foi pauta aqui do CABRUUUM!!!!!!). O homenageado é Eugênio Neves, secretário da GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul.

A história do evento é assim, segundo o release que recebi: "Santa Maria já foi sede do I e II Salões de Humor do Mercosul, o Santa Maria Cheia de Graça, que foi idealizado pelo Máucio e pelo Byrata [cartunistas daqui da cidade], em 1997 e 1998. Nesses encontros surgiu a idéia de realizar eventos que tivessem diferenciais (a impressão era de que os salões estavam multiplicando-se e que eram todos iguais). Tempos depois surgiu o Cartucho."

O difencial do Cartucho é, então, o fato de ser um encontro sem tema definido. Na abertura, sorteia-se um enfoque temático e o evento passar a acontecer em função dele, no improviso. No fim, há uma exposição com os trabalhos feitos sob o dito tema.


[esse é o Eugênio]


[esse é um desenho feito pelo Eugênio]

Portanto, se você puder conferir, à abertura é hoje, às 20h, na CESMA. Amanhã, a partir das 10h, essa turma vai pro Calçadão fazer seus desenhos e tomar mate. Domingo, às 15h, começa a exposição dos trabalhos feitos durante o 3º Cartucho. Eles ficam expostos até 11 de agosto. Dê uma passada por lá!

Cabruuum "Argh" News

Cumprindo meu papel social de mediador de informações:

"O 33º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, que vai de 26 de agosto a 15 de outubro, está com inscrições abertas até o dia 5 de agosto. Os trabalhos devem ser inéditos nas categorias cartum, charge, caricatura e tiras, com temas livres. Os premiados receberão um total de R$ 25 mil em prêmios. Mais informações pelo tel. 0/xx/19/3403-2620 ou no site oficial do evento: www.salaodehumordepiracicaba.com.br."

quarta-feira, julho 26, 2006

Teoria sem caos

Recebi faz um tempo o e-mail abaixo, que copio aqui tal qual, pois resumi-lo daria muito trabalho e nenhum grande ganho. É sobre o livro "Watchmen e a teoria do caos", de Ivan Carlo, vulgo Gian Danton (foi ele que escreveu o e-mail, também). A princípio, o livro parece ter saído da sua dissertação de mestrado "A Divulgação Científica nos Quadrinhos: análise do caso Watchmen", de 1997. Eis o e-mail sobre o livro:

"O que a teoria do caos e uma história em quadrinhos de super-heróis têm em comum? Muito, de acordo com o novo livro lançado pela Marca de Fantasia, 'Watchmen e a teoria do caos', de autoria de Gian Danton.

O livro analisa como o escritor inglês Alan Moore usou os conceitos da teoria do caos e da geometria fractal para elaborar a minissérie Watchmen. Moore estrutura sua obra no chamado efeito borboleta, segundo o qual uma borboleta batendo suas asas na muralha da China pode provocar uma tempestade em Nova York. Da mesma forma, o surgimento de super-heróis provocaria grande mudança no mundo, com efeitos que vão da reeleição de Nixon ao recrudescimento da Guerra Fria.

Também a geometria fractal serve de inspiração para a história na criação de imagens auto-semelhantes.O livro também analisa como Moore usa a história para criticar a visão clássica de ciência e defende uma visão sistêmica, próxima das idéias de Edgar Morin.

Considerado por muitos o capítulo mais importante do livro, 'A Complexidade em escala' analisa, página a página, uma das partes de Watchmen e mostra como a discussão sobre a teoria do caos é trazida para as ciências humanas, assim como a necessidade da ciência abandonar sua visão positivista, que trata as pessoas não como sujeitos, mas como objetos.

Gian Danton é o pseudônimo do professor universitário Ivan Carlo Andrade de Oliveira, mestre em comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo. Gian também é roteirista de quadrinhos, tendo publicado em diversas editoras nacionais e estrangeiras e ganhado diversos prêmios."

sábado, julho 22, 2006

E o Rodrigo diz: "I will come back..."

O Rodrigo Oliveira, lembra dele?, está de volta. Ficou um tempão sem publicar aqui, mas agora nos cedeu uma HQ de oito páginas pra compensar. O nome do (anti-)herói que protagoniza o enredo: Cacto. Veja a história aí embaixo.

(Cutuque com o botão direito do mouse em cima para abrir cada página em outra janela, maior e com melhor vizualização. Boa leitura!)










sábado, julho 15, 2006

Por trás da cueca do Super-Homem!

Quer dizer, "por trás" no sentido de "mais do que isso", não me entenda errado. Pois você já deve estar de saco cheio de ouvir sempre as mesmas coisas sobre o Super-Homem e o lançamento do seu novo filme, não? Eu, ao menos, estou. Ainda bem que há outros ganchos além do fato de o bilau do ator ser grande demais.

A revista Galileu, por exemplo, traz este mês uma reportagem sobre como os mitos da antiguidade estão presentes na história do "homem de aço". Tem também uma entrevista com o escritor Stephen Skelton, autor de "O Evangelho Segundo o Maior dos Super-Heróis", livro que associa o cristianismo à trajetória do herói de cueca por cima da calça. Confira (os links aí de cima contêm trechos das matérias. O material completo só pode ser acessado por assinantes ou na própria revista, nas bancas)!

[foto dos bastidores do filme. Cutucando nela, você vai parar numa crítica do site SoBReCarGa]

Também recebi uma dica do meu amigo Léo Foletto, dono do excelente blog Cena Beatnik: ele navegava no portal Comunique-se quando encontrou uma matéria sobre como o jornalismo está presente em obras de super-heróis, principalmente na do Super-Homem. Afinal, Clark Kent é jornalista. Outro herói famoso, o Homem-Aranha, é um repórter-fotográfico (leia o artigo "Quadrinhos e Jornal: uma correspondência biunívoca", de Antônio A. C. Dutra, para saber como essa relação entre o jornalismo e os quadrinhos é grande e antiga).

Infelizmente, não há um link direto para a matéria no Comunique-se. Você vai ter que ir lá, se cadastrar e, depois, procurar a matéria no site. Mas vale a pena! Inclusive por alguns comentários dos internautas.

Bueno, faça isso, então! Até mais!

quarta-feira, julho 12, 2006

Cabruuum "Argh" News

Eis uma notícia bem factual, ótima pra quem é de ou vai para o Rio de Janeiro nos próximos dias: vai acontecer, a partir de sexta, no Museu Nacional de Belas Artes, a mostra "Quadrinhos da Democracia Espanhola".

Você fica sabendo mais cutucando aqui!

domingo, julho 09, 2006

Um herói à brasileira (mas sem nenhum sentido pejorativo)


- Se for pensar em histórias em quadrinhos, finalmente os romanos venceram os gauleses...

Grande Galvão Bueno, sem ter absolutamente nada para falar depois que a Itália ganhou a Copa. Pelo menos fez um bom gancho. Estava se referindo às histórias do Asterix (esse aí do lado), personagem criado pelos franceses Albert Uderzo e René Goscinny.

***

Mas é só pra registar mesmo. Pois o assunto de hoje é outro.

Eu recebi, já faz um tempo, esta notícia do companheiro Zema Ribeiro, lá do Maranhão (ele que escreveu, ele que me enviou):

Delito de uma gangue de bons desenhistas
[Jornal Diário da Manhã, 17/03/06]

Iramir Araújo, acompanhado de outros bambas do universo HQ brasileiro, lançam hoje o álbum “Corpo de Delito”, que reúne, entre inéditas e já publicadas, diversas histórias do delegado Augusto “Caolho” dos Anjos, já um clássico dos quadrinhos maranhenses.

Preto e branco é um charme. Seja na tv, no cinema e, principalmente, nos quadrinhos. O crime, quando ficção, também é um charme. Há até quem ache que o crime compensa. E talvez compense mesmo. Ou não? O criminoso da vez é Iramir Araújo. Sim. D
eve ser crime ser talentoso no Maranhão, não sabiam, caros leitores? A reclusão/pena é o total desconhecimento por parte do público. Pois é. Criminosos, ele e uma “gangue” que arregimentou: Beto Nicácio, Marcos Caldas, Bruno Azevedo, Ronilson Freire, Carlos Sales, Salomão Júnior e Luiz Saidenberg. Este último, reconhecido nacionalmente, Iramir conheceu virtualmente: “Há tempos escrevo sobre quadrinhos. Um dia escrevi sobre um trabalho dele e o texto, de um jeito ou de outro, caiu-lhe nas mãos. Começamos a trocar e-mails e, tempos depois, ele pediu para desenhar um roteiro meu. O resultado está aí”, conta, sobre uma das histórias que compõem o álbum “Corpo de Delito”, que será lançado hoje, às 19h na Galeria de Arte do SESC (Av. Gomes de Castro, 132, Centro).

“Corpo de Delito” reúne diversas histórias, entre publicadas e inéditas, de Augusto “Caolho” dos Anjos, delegado de polícia criado por Iramir Araújo e publicado pela primeira vez em 1982. Qualquer semelhança entre o delegado, obra da mente criativa de Iramir, e o poeta paraibano, dono de versos como “o beijo, amigo, é a véspera do escarro, / a mão que afaga é a mesma que apedreja”, não são meras coincidências: ambos são, para usar um lugar-comum, malditos. Caolho é um obstinado que não brinca em serviço. E não brinca, mesmo quando está brincando: no álbum, encontramos o personagem, por vezes, largando uma cerveja gelada pelos bares do Centro Histórico ludovicense – a Ilha de São Luís é palco de todas as aventuras ali narradas – para manter a ordem. Caolho combate ferozmente traficantes de drogas, de órgãos, ladrões, estupradores.

[o personagem Augusto "Caolho" dos Anjos, na versão de Beto Nicácio]

Caolho é um super-herói, sem superpoderes ou cuecas por cima das calças. Surgido nos mesmos becos e ruas onde combate crimes em São Luís, é, como disse Euclides da Cunha sobre o nordestino, “antes de tudo, um forte”. Iramir Araújo comete o pecado – ou crime, como já dito anteriormente – de ser talentoso em São Luís do Maranhão. Mas é, também, antes de tudo, um herói: o herói dos roteiros de “Corpo de Delito”, verdadeiro cinema impresso.


Pois bem, o Zema me mandou pelo correio um exemplar da revista "Corpo de Delito" (diz ele que veio de jégui, pois demorou um tempão pra chegar). Daí que li e posso dizer o seguinte:

* a revista foi impressa em papel jornal, com o apoio do jornal O Estado do Maranhão. Os desenhos, muito bem feitos, são em preto e branco, como já foi dito. Segundo o Scott McCloud, autor do livro Desvendando Os Quadrinhos, as imagens em preto e branco favorecem as idéias de uma história. Desenhos com cores planas (ou seja, sem gradações) dão mais ênfase ao lúdico. No caso da "Corpo de Delito", acredito que, se a revista fosse colorida, sairia valorizada. Afinal, o enredo das histórias dá ênfase à ação. Mas claro que publicar em cores não é nada barato...

* no prefácio, Clóvis Cabalau, editor do caderno cultural do jornal O Estado do Maranhão, faz uma associação entre o delegado Augusto dos Anjos e o detetive The Spirit (esse aí do lado), criado pelo supra-sumo dos quadrinhos, o norte-americano Will Eisner. Pois ambos os personagens não têm super-poderes, não usam a cueca por cima da calça e às vezes perdem no final. Além de quê, as duas obras fazem referência à linguagem dos cinemas. E The Spirit também começou em papel jornal (só que num jornal mesmo, não numa revista);

* uma coisa que não me saiu da cabeça: as histórias do Augusto dos Anjos têm um público bem definido, no meu ver (ressaltando sempre o "no meu ver", pois você pode e tem o direito de pensar diferente): leitores que apreciam histórias de ação, principalmente aventuras policiais. Eu, que busco temas singelos ou que proporcionem reflexão (nem que seja sobre a própria linguagem que está sendo usada), não me atraio por histórias assim. No entanto, há audiência para narrativas desse naipe, inclusive acho que elas têm um papel importante. Que bom, então, que alguém esteja fazendo isso aqui no Brasil. Personagens da nossa terra, nos nossos cenários, resolvendo problemas mais a ver com a nossa realidade. Isso deixa a leitura bem menos fantasiosa do que ler algo que acontece lá do outro lado do mundo.

É isso. No fim, "Corpo de Delito" acabou me provocando uma certa reflexão.

domingo, julho 02, 2006

Sensacional!!!

Como diria (e realmente diz, eu mesmo escutei) o agora amigão Renato Lima, co-editor da revista de quadrinhos e "roquenrou" Mosh!: simplesmente SEN-SA-CI-O-NAL!!!!

O quê? Você não está entendendo? Pois então leia o post A Mosh! dá um pulo por aqui, Santa Maria dá um salto! Ali diz o que a gente esperava acontecer nessa semana que passou...

***

Já leu? Então sigamos!

Hoje, três dias depois de o Renato pegar o ônibus e o avião de volta para o Rio de Janeiro, a palavra que reverbera é justamente essa: sensacional!

Foi sensacional a passagem do Renato e da Mosh! por aqui! O jornal Diário de Santa Maria fez uma matéria de página inteira no suplemento cultural, com chamada na capa; demos entrevista de uma hora na Rádio CDN; o Renato ministrou uma oficina de criação de personagens na Semana Acadêmica (S.A.) de Comunicação Social da UFSM, onde descobriu uma galera talentosa... Enfim, o Renato conheceu uma turma muito bacana nesses três dias em que esteve por aqui: desde os demais palestrantes da S.A., até os alunos, o pessoal da organização, as pessoas que trabalham com quadrinhos na cidade, jornalistas, músicos... E deixou comigo a incumbência de agradecer todo mundo, publicamente! E eis o que estou fazendo! Muito obrigado!!! Mesmo!!!

Pouca gente compareceu na Mosh! Fest (o cartaz logo abaixo foi feito pelo publicitário e amigão Maurício Canterle), mas a sensação que fica é que isso não chega a ser um revés. A banda Crema mostrou que é realmente muito boa e a discotecagem do Sandro Mello fazia o Renato dizer a cada dez minutos que a música que estava tocando já valia a festa... Sem falar que houve uma boa repercussão na mídia (graças a contribuição, claro, da minha amiga Tati Vargas). Enfim, a Mosh! começou a fazer seu espaço em Santa Maria. E, com isso, criou uma rede de relacionamentos que deixa todo mundo feliz, satisfeito, vitorioso!

Entre os frutos dessa semana puxada, porém compensadora, fica a idéia de organizarmos por aqui um evento de quadrinhos e animação, quem sabe em setembro, fazendo uma nova Mosh! Fest (se bem que a revista terá outro nome na próxima edição). Dessa vez com mais uma banda. E novamente com o Renato Lima em Santa Maria.

Abaixo, o registro desse momento ímpar (a segunda e a terceira fotos foram tiradas pelo Maurício; a primeira é de um amigo da Cy):

[eu, o Renato e a Cyrana, amigona do Renato e da galera da Mosh! que está morando agora em Santa Maria]


[a banda Crema, durante o show na Mosh! Fest. Agradeço ao Márcio Echeverria, no teclado, por ter topado a idéia da festa]

[a parceria sensacional]


[e o carinhoso desenho do Renato para o Cabruuum!!!!!! Poxa, vou botar numa moldura e pendurar em todas as paredes em que eu vier a morar, desde já]

sexta-feira, junho 30, 2006

Um quinto dos infernos!!! ou Pro alto e avante!!!

Pois é, o Cabruuum!!!!!!! agora está em 5º lugar na categoria Quadrinhos do Coke Ring, o concurso de blogs da Coca-Cola. Por isso o selo vermelho aí do lado, pedindo para você cutucar ali, caso queira me escolher para Coke Master.

Coke Master, em outras palavras, é o cara que está em primeiro lugar. Hoje esse posto é ocupado pelo irmão Alface (digo irmão porque o template é bem parecido com o do Cabruuum!!!!!!).

No mais, é isso. O bacana é a divulgação. Os blogs de quadrinhos são todos massa, um dia ainda escrevo sobre cada um deles por aqui.

Se quiser me dar uma mochila, uma jaqueta e uma camiseta da Coca-Cola, você cutuca aí do lado. Se não, só gelo e limão já tá bom.

segunda-feira, junho 26, 2006

Uma agradável suspresa no fim do fim-de-semana...

Eis que eu termino de editar o post anterior na casa do meu amigo (bem brasileiro) Mike, quando o mesmo olha meu blog e diz:

- Que é esse "Top 10" aí do lado?

- Oi?!

- Aí, o selinho vermelho da Coca-Cola, em cima do teu perfil!

- Ah, é que eu tô participando do... opa!!!

De repente, me dei conta que o selinho, que antes exibia apenas as palavras Coke Ring (o concurso de blogs da Coca-Cola), havia adquirido agora um "Top 10".

Curioso, fui ao site do concurso e descobri, faceiro, que o Cabruuum!!!!!! está em 7° lugar na lista dos melhores blogs de quadrinhos.

Poxa, que bacana! Agradeço a você, que permitiu isso! Dá mais vontade ainda de trabalhar!

Valeu!!!

domingo, junho 25, 2006

A Mosh! dá um pulo por aqui, Santa Maria dá um salto!

O jornal Diário de Santa Maria noticiou sábado passado e vai noticiar de novo na quarta-feira: a revista Mosh! (cutuque com o mouse aqui, ali e acolá pra saber mais) invade Santa Maria esta semana. Pra começar, Renato Lima, um dos co-editores da revista, vem do Rio de Janeiro pra cá ministrar uma oficina de quadrinhos (mais especificamente, sobre criação de personagens) na Semana Acadêmica de Comunicação Social da UFSM. A oficina acontece na quarta-feira, das 8hs ao meio-dia, e custa R$ 10,00. São só 20 vagas. Se você é daqui de Santa Maria e quer participar, entre em contato com o pessoal da organização.

No mesmo dia, quarta-feira, dia 28 de junho, à noite, acontece a Mosh! Fest, a festa de lançamento da revista na cidade. Também é a festa oficial da Semana Acadêmica. Como o Renato vai estar aí, o evento dobra de importância. No Rio, ele e sua turma organizam festas assim a cada lançamento da revista, com os festicipantes ganhando uma Mosh! na entrada. O gaúcho Wander Wildner é um dos que passou por lá. A festa geralmente ocorre na livraria Baratos da Ribeiro, no Rio de Janeiro.

Aqui não vai ser diferente: a função começa às 22hs30min, no Absinto Pub. O som fica por conta da banda Crema e, nos intervalos, do dj Sandor Mello, vulgo Salgadinho. O ingresso custa R$ 8,00 e está a venda na Cesma e na Zona Franca Comics.

É bom lembrar que toda essa agitação começou por meio deste blog: a Elisa Andrade Buzzo, escritora-poetisa, companheira do Rumos e amigona, linkada aí do lado, mandou um e-mail pro Renato avisando que o Cabruuum!!!!!! existe. O Renato passou por aqui e então iniciamos os contatos. De modo que, alguns meses depois...

Bom, quarta-feira é o dia! Quem puder conferir, confira! Vai ser massa!!!

domingo, junho 18, 2006

Essa gurizada medonha...

- Vovô, vovô!

- Que que é, guri?! Tira esse chapéu, tu tá num recinto fechado! E bota essa camiseta pra dentro das calças. Parece que tá de camisola!!!

- Tá. Olha só o gibi que eu fiz!

- Hum... "Capitão Presença"...! Quem é esse loco todo de verde na capa?! E fumando!!! Peraí... e essa planta com 5 folhas aí?! Isso não me está cheirando bem...

- Maconha, vovô!

- Não, brigado, já tenho meu palheiro aqui e... EEEEEEEEPA! O que tu disse, guri?!

- É maconha, vovô! O Capitão Preza fuma. É bem doidão.

- Mas que barbaridade! Como é que uma criança cria uma história dessas?! Aposto que são esses chazinhos de supermercado. No meu tempo, quando uma criança passava mal, o que davam pra gente era folha de laranjeira...

- Não fui eu que criei o personagem, vovô! Foi o Arnaldo Branco! Ele criou o Capitão Preza meio que na Creative Commons!

- Mas que é isso, guri?! Tu já anda fumando?!

- Sim, vovô! Quer dizer, não, vovô! É uma nova visão de direitos autorais. Quem teve essa idéia foi um tal de Lessig, e acho que ele não tava fumando nada. Quando alguém cria alguma coisa em Creative Commons deixa qualquer outra pessoa ir lá e criar usando o mesmo material, sem aquela frescura de pagar por direitos autorais. Quer dizer, não é tão simples assim, mas é mais ou menos isso!

- Mas que barbaridade! Isso dá cadeia!!!

- Não dá, não, vô! É tudo bonitinho, organizadinho, fundamentadinho!

- Mas aonde é que a gente vai parar! Se fosse no tempo da ditadura... E que viadagem é essa de "inho", "inho" pra cá, "inho" pra lá...?!

- Ué, vovô! Sociedade alternativa...

- Bota alternativa! Chama a tua mãe que eu vou ter uma conversa com ela!!!

- Ela saiu agora há pouco com o cara do botijão de gás... Foram lá praquelas macegas perto do açúde...

- Arghhh... Meu coração! Não estou passando bem!

- Não te preocupa, vô. É gases!!!

-Arghhhhhhhhhh...!!!

PUM.

[Onomatopéia de um corpo batendo no chão ou da liberação do produto gasoso: você decide o final dessa história!]

sexta-feira, junho 16, 2006

Navegar é preciso, viver não é preciso

Eis que de repente me passam, pelo msn, este link aqui:


[cutuque aí em cima que você vai parar no texto em si]

Trata-se de um artigo dos portugueses Jorge Pedro Sousa e Micaela Gonçalves, da Universidade Fernando Pessoa. Eles não foram convocados pelo Felipão para jogar a Copa do Mundo (ehehehe), daí decidiram escrever esse artigo, que primeiro defende que as charges são um gênero jornalístico (alguns argumentos eu inclusive posso usar na minha monografia sobre jornalismo em quadrinhos) e depois faz um estudo de caso português.

(Português aqui no sentido de "em Portugual", não no pejorativo, quero deixar bem claro.)

É isso. Leia lá.

segunda-feira, junho 12, 2006

Breve retorno às origens (cibernéticas) do Cabruuum!!!!!!

Um domingo frio, de passar empijamado e atracado num edredom, olhando jogos de futebol de manhã até de noite, tocando um violãozinho e pensando em pautas pro blog... Cenário perfeito para lembrar de como tudo começou...

Aí em cima, na tabelinha vermelha, você leu que este (humilde) blog iniciou "como um exercício do Laboratório de Jornalismo Cultural (J. C.)do Programa RUMOS, do Itaú Cultural, do qual participei em 2005." O Rumos Jornalismo Cultural reuniu 14 estudantes de jornalismo, de diferentes regiões do Brasil, sob a coordenação do jornalista Israel do Vale. Nós passamos todo o ano de 2005 fazendo encontros online de discussão duas vezes por semana, produzindo reportagens, debatendo questões culturais e entrevistando estudiosos e profissionais consagrados do campo cultural.


[a marca do programa]

No último mês do Laboratório, antes do encontro presencial de encerramento dessa edição do Rumos J. C., na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, o Isra(el do Vale) nos deu a tarefa de criarmos, cada um, um blog para cobrir determinada área cultural. O detalhe: a ênfase seria em coisas que rolam pela internet. Eu, como se poder ver, escolhi quadrinhos.

De lá pra cá (e vice-versa), já se vão 6 meses, e nesse meio tempo já aconteceu de tudo aqui no Cabruuum!!!!!!! Desde acompanhar vitórias homéricas do Grêmio, até cobrir coisas da cultura local, passando por entrevistas e resenhas... Mas acho que a proposta se desviou um pouco do que o Isra tinha desenhado: não que o Cabruuum!!!!!! nunca tenha falado do que rola pela internet - pelo contrário, isso acontece com muita freqüência -, só que a ligação com o mundo virtual não é mais uma exigência primordial das minhas pautas.

Mas enfim! Eis que hoje eu decidi, por nostalgia, fazer esse retorno às origens (cibernéticas) do Cabruuum!!!!!!. Veja o que eu encontrei na grande rede:

* Primeiro, meu companheiro ex-rumoroso, Reuben da Cunha (o Trompetista Gago dos links aí do lado, na tabela azul, temporariamente emudecido), me passou hoje o link desta comunidade do orkut: Universo Comics - HQ Downloads. O nome já diz tudo, claro, mas eu quero poder dizer alguma coisinha que seja (deixa, vai...?!). Como fazer os downloads?, por exemplo: você entra na comunidade (cuja foto é essa aí do lado) e clica nos links colocados nos tópicos dos fóruns (cada link é uma revista). Você vai ter que baixar um programinha pra ler esses gibis, mas a descrição da comunidade explica isso direitinho.

* Seguindo nessa linha, o blog Rapadura Açucarada, que já foi assunto aqui, dispõe de gibis pra baixar, também. Outro blog desse naipe: o Depósito do Calvin, que figura na lista dos 10 melhores blogs no concurso Coke Ring, da Coca-Cola. É bacana mesmo: eles atualizam o blog com tirinhas do Calvin, célebre criação de Bill Watterson. E tem mais: se você olhar na coluna à direita, vai ver o título de alguns livros desse personagem. Cutuque lá. Dá pra baixar tudo: as páginas foram escaneadas pra você ler, de graça, no seu computador.

[a marca do blog]

* E o orkut véio pode dar uma mão na roda pra quem faz HQ. Claro, se essa pessoa for criativa. O pessoal da Quadrinhos S.A., por exemplo, aqui de Santa Maria, RS (veja a matéria sobre eles batucando com o mouse neste link), é desses bem criativos. Tanto é que botaram no orkut o Mestre Zen Noção (o barbudo aí), personagem criado pelo Marcel e pelo Carlos Fernando, integrantes da Quadrinhos. Você pode ir lá e ser amigo dele tranqüilamente, basta ser gente fina.

* Tem também a Sophia (essa bonequinha de fitinha vermelha aí do lado, anunciando novas tiras). Quem criou ela foi Roberto Hunger (eu já estava me preparando para admitir que não sei nada sobre ele quando achei este link com um pouca da sua história: veja!) O bacana da Sophia é que as suas histórias são publicadas no orkut mesmo, no álbum da personagem.

* E, pra finalizar, tem o orkut do autor Eduardo "The Negão" Kowalewski, que usa essa ferramenta pra divulgar o seu trabalho. Já no seu perfil ele diz o que faz e a que veio. No álbum, algumas imagens da sua criatura: "The Negão" (imprudentemente batendo as cabeças do Batman e do Wolverine na capa da primeira edição da revista)! Dê uma fuçada lá.

É isso. Eis uma infinidade de links. Você explora todo esse material, e eu vou voltar pra minha nostalgia, sorvendo longos goles de chimarrão. Abração!

domingo, junho 04, 2006

Post-desabafo (ou uma risada interior)

Uma vez escrevi sobre a revista Homem-Aranha: Azul, de Jeph Loeb e Tim Sale. Pra quem não leu, eis o link.

Daí que nos últimos dias venho me lembrando várias vezes duma idéia que guia todo o enredo da história e que está resumida neste trecho: "Eu [o Homem-Aranha] acredito que as coisas sempre ficam muito, muito ruins antes de começarem a melhorar. Não necessariamente melhorar muito, embora eu não fosse me queixar se isso acontecesse."

Exatamente isso. Tudo piora terrivelmente antes de começar a melhorar. No contexto, faz sentido.

A idéia é ainda mais interessante pra quem gosta de rir de si mesmo. Como reza a cartilha, quem ri de si mesmo ri duas vezes.

É isso. Ria de si mesmo. Logo logo as coisas melhoram um pouco. Eheheheh.

terça-feira, maio 30, 2006

Wiki não é criatura fantástica, nem remédio pro pulmão: é uma tecnologia!

Você já deve ter notado que o Cabruuum!!!!!!! seguido encaminha você, por meio dos links, para textos da Wikipedia. E você sabe o que é isso? Bem, a Wikipedia é uma enciclopédia online construída coletivamente. Ou seja, qualquer um pode ir lá criar ou editar um verbete, sobre qualquer tema.

Daí que esses dias recebi, por e-mail, uma notícia com o seguinte título:

Marvel Comics constrói sua própria Wikipedia

[A Marvel, você sabe, é a editora que publica as histórias do Homem-Aranha e dos X-Men, dentre outros personagens]

O texto foi escrito por Érico Assis (até que se prove o contrário, deve ser um jornalista) e publicado no portal Omelete. Por questões éticas, epiléticas e dietéticas, mando você para a notícia, em vez de simplesmente copiá-la aqui (pois senão eu estaria fazendo audiência com o agito alheio, coisa feia... tsc, tsc).

Bem, eis o link!

sexta-feira, maio 26, 2006

Mauricinho Gaúcho!!!

Ronaldinho. Gaúcho, gênio, gremista. Tudo com G. A tradução da junção cósmica de todas essas qualidades num único Ponto G...

Ops, não era bem isso o que eu queria dizer!

Enfim, acontece que o Ronaldinho Gaúcho é novamente pauta deste blog, e eu só posso ser grato ao Maurício de Souza por me dar pretexto para isso.

Pois não é que o criador da Turma da Mônica assistiu ao vivo à final da Liga dos Campeões da Europa, no último dia 17?! Quando o Barcelona, time do Ronaldinho, sagrou-se campeão por 2 a 1, contra o Arsenal!?

Mais faceiro que gambá em sótão, Maurício de Souza, que acaba de lançar a primeira edição do gibi do Ronaldinho Gaúcho, fez uma homenagem ao craque (da bola, não do lápis) no portal da Turma da Mônica. Ei-la:



[no meio de toda essa bagunça que foi a comemoração, uma galera de jogadores do Barcelona foi desenhada junto]

Veja direitinho a matéria explicando a homenagem dando uma batucada rápida de dois tempos (usando o mouse como instrumento) aqui!

domingo, maio 21, 2006

Singelo Blues II

Só pra ressaltar: dê uma olhadinha mais atenta na seção Junk Drawer (mais especificamente em "Evolution of Baby Blues") do site Baby Blues. Ali diz como os personagens foram criados, mostra os esboços inicias e também as primeiras tiras. Muito interessante. Mesmo.



sábado, maio 20, 2006

Singelo Blues

É coincidência, juro! Novamente um post sobre blues no Cabruuum, na seqüência. Mas dessa vez não é música, e sim Baby Blues. Quem? Bem, no Brasil, se você conhece as tiras de que vou falar, você conhece por Zoé e Zezé.

[Dê uma incomodadinha com o botão esquerdo do mouse em cima do desenho e você vai parar no site dos personagens]

E o que é isso, companheiro? Trata-se de uma série de histórias em quadrinhos criadas por Jerry Scott e Rick Kirkman (infelizmente, os links que achei são todos em inglês, haja vista que os autores são estadunidenses. Se você for bom no enrolation, porém, há ainda duas entrevistas para o jornal Washington Post, uma com o Jerry e outra com o Rick. Se não for, tem este outro link aqui, que fala um pouco sobre os autores, traz uma lista de publicações, com as devidas resenhas, e ainda tem uma fotinho dos caras).

Bem, voltando: Zoé e Zezé / Baby Blues é a história de um casal envolvido na criação dos seus três filhinhos pequenos, e o enredo gira em torno de todas as ironias dessa fase da vida: as perguntas constrangedoras das crianças, as confusões dos adultos, não tão preparados para lidar com as situações... Até daria para fazer uma comparação com a Família Brasil, do Luís Fernando Veríssimo, se aí não se tratasse de filhos adolescentes e pais já maduros. Sem falar que o Veríssimo explora o humor exagerando situações, ao passo que Jerry e Rick trabalham simplesmente com...

... O SINGELO da Vida Real!!!




Isso, não haveria outro jeito de explicar: SINGELO... A palavra resume o tipo de obra que me atrai, e que me dei conta ao ler a orelha de uma edição de O Senhor dos Anéis, onde se diz que a história é "alternadamente cômica, SINGELA, épica, monstruosa e diabólica". O singelo foi o que me chamou mais a atenção ao ler essa epopéia do J. R. R.Tolkien.

Mas, enfim, largando as reminiscências e voltando para Zoé e Zezé. Aí o singelo está no enredo das histórias, que fala de coisas muito simples, do cotidiano de qualquer casal com crianças pequenas (pelo menos é o que eu, com 20 anos, solteiro, imagino) (sem falar que o fato de serem desenhos bem simplificados faz com que nos identifiquemos mais com os personagens, o contrário do que aconteceria se víssemos uma foto, por exemplo).

Tem outra coisa também. Hoje dei uma palestra para um grupo de estudantes da UFSM integrantes do Programa de Ensino Tutorial, vulgo PET, do qual eu participo. Entre outras coisas, procurei mostrar como a forma dos desenhos influencia nossa experiência de leitura. Turma da Mônica e Walt Disney, por exemplo, nos seriam mais simpáticos por terem formas arredondadas, suaves, agradáveis ao olhar. Uma aluna da biologia até deu um exemplo disso nos animais: filhotes sempre são redondinhos, suaves, para nos provocar compaixão, o que aumenta suas chances de sobrevivência.

Agora veja o jeito como os desenhos de Baby Blues são feitos e conclua se não contribuem para a impressão de singeleza...





Enfim, deixo a bola quicando pra você aí... Comece a cuidar mais a sensação que você tem ao se deparar com alguma imagem. Depois cuide os traços, as formas e, se houverem, as cores. Logo você vai se dar conta que há algumas coincidências...

segunda-feira, maio 15, 2006

Tuuudo azuuul, Adão e Eva no paraísuuu...

Temos batido na mesma tecla nos últimos posts do Cabruuum: quadrinhos e música. Ou melhor, temos batido na mesma corda. Daí que hoje a gente troca a guitarra pelo violão, e também muda de estilo.

Ok, mas que tem a ver o título deste post (pra quem não se deu conta, é o trecho da música Sem Pecado e Sem Juízo, de Baby do Brasil) com a pauta (jornalística, não musical)? Bueno, a princípio, nada. Quer dizer, eu vou escrever sobre o livro Blues, do Robert Crumb. De Blues pra blue (=azul, em inglês), foi um tapa. Ou mesmo uma cacetada na cabeça, que me deixou sem criatividade.

Mas vamos ao que realmente interessa. Quem é Robert Crumb? Esse cara nascido para os quadrinhos, com uma onomatopéia no nome!

Bem, ele é tão conhecido que achei que a internet borbulharia de coisas a seu respeito. Achei, porém, só coisas bem simples, como:

"Robert Crumb é um artista e ilustrador que assina seu trabalho como 'R. Crumb'. Crumb foi um dos fundadores do movimento underground dos quadrinhos cômicos, e é considerado frequentemente como a figura mais proeminente nesse movimento. Seus trabalhos foram bastante apreciados na cena hippie, tendo deixado marcado nesta década a frase Keep on Truckin´ e os personagens Mr. Natural (um sábio mestre) e Fritz, the cat, um gato boa vida que usa muitas drogas e tem uma vida sexual bastante lasciva." (Isso estava na Wikipédia, em português. Se tu manjar de inglês, eis uma versão bem mais completa!)


[esse é o Mr. Natural]


Já este texto aqui é bem mais realista (e vem até com um autodesenho do cara):

"Robert Crumb nasceu em 30 de agosto de 1945, na Filadélfia, num ambiente bem neurótico. O pai gostava de bater na família toda e a mãe vivia dopada com remédios. Claro que todo esse exemplo resultou em filhos - adolescentes e depois adultos - deslocados. Segundo o próprio Crumb, seu irmão (com quem editava gibis) era tão depressivo que acabou suicidando-se.

Com toda essa carga familiar, Robert Crumb sobreviveu, mas seu desenho acabou refletindo personagens gordos, sujos, asquerosos, paranóicos (com muito humor), uma característica do quadrinho underground - sátira do estilo de vida americano. Os personagens: Angelfood Mc Spade; Mr. Natural; Leonore Golberg e Fritz, the cat, saíram entre 1962 e 1968 e consagraram-no como um dos gurus da contracultura. Crumb sofreu um processo por ter desenhado uma história de incesto (revista Zap nº4) e foi condenado pelo tribunal. Atualmente vive retirado numa fazenda e se diverte tocando banjo numa banda country." (Isso estava neste link aqui)

Também tem uma entrevista concedida para a Folha de São Paulo; infelizmente, por telefone. Apesar disso, dá para aprender alguma coisa sobre o pensamento do cara. Basta cutucar aqui!

E você tem ainda a opção de olhar o site oficial do Crumb ou outro de fãs dele. Tem também o The Crumb Museum e este outro aqui, que resume, em inglês, algumas de suas obras.

Mas, no fim, acho que dá pra conhecer muito bem o trabalho dele por meio deste desenho:




Voltando ao Blues...
... que é o trabalho dele que eu li. Trata-se de um álbum sobre blues, esse estilo musical de origem afro-americana. Crumb é tarado (não haveria palavra melhor) por blues e, de certa forma, o livro é uma homenagem ao seu objeto de culto.


[eis o livro. Se machucar com o mouse em cima, tu vai parar no site da editora, bem no texto sobre essa obra]

Antes de ler, achei que a obra seria um exemplo de jornalismo em quadrinhos. Depois percebi que só a historieta sobre Charley Patton, um homem do blues, poderia ser encarada como. Mais tarde, até essa hipótese foi refutada: no posfácio, Crumb conta que fez a pesquisa para a história no livro Deep Blues, de Robert Palmas, de 1981, cuja maior parte das informações foi posteriormente contestada.

Outras partes de Blues são antológicas. Na série "As velhas canções são as melhores", Crumb desenha algumas músicas. Isso mesmo, desenha. Desenha a imagem que ele faz de determinada música, o que lhe vem a cabeça quando a escuta. Assim, "On the street where you live", "Purple Haze" e "When you go a courtin" são parodiadas com desenhos.

Em "É a vida", Crumb relata um pouco da sua história de fã de blues, batendo de porta em porta em bairros antigos à cata de discos velhos abandonados.

[o autor, se auto-representando]

Em "Onde foi parar toda aquela magnífica música dos nossos avós?" e "Por que será que ver pessoas agitando e requebrando é tão repugnante pra mim??", Crumb mostra bem a que veio, mostrando toda a sua visão de mundo. Nessa última historieta, aliás, o autor relata (sempre sarcasticamente) como alguns desenhos antigos dele foram distorcidos a tal ponto que, para os outros, viraram um símbolo justamente daquilo do que, com eles, Crumb tentava criticar. Já "Quadrinhos Be Bop Cubistas" é uma experiência visual do autor.



[um dos desenhos de Blues]

Talvez a história mais marcante do livro seja uma composta de somente 12 quadros, todos do mesmo tamanho e retratando uma paisagem fixa ao longo do tempo, cada quadro representando uma época diferente. Assim, "Uma breve história da América" vai da imagem de um campo desabitado até uma rua cheia de carros, lojas e outdoors, concluindo com a pergunta: "E agora?!!"

Em Blues você também encontra uma série de cartazes e capas de LPs desenhados por Crumb. E, no fim, um posfácio do autor, bem interessante, principalmente por ele mostrar como é conduzido pela sua obra, e não o contrário. Acontece de muitas vezes começar uma história querendo terminar dum jeito e, sem querer, terminar de outro. Mais ou menos como errar o chute e fazer o gol.

***

Agora eu peço ajuda a você, cabruuunco (ehehehe). Calma, calma, não precisa sumir não, não é dinheiro que vou pedir. Pelo menos não agora. Eheheheh. O Cabruuum ainda se sustenta.

Acontece que Crumb cita, em Blues, o documentário feito por um amigo dele, Terry Zwigoff, cujo título é justamente Crumb. Trata-se, portanto, de uma biografia do desenhista. Não encontrei em nenhuma locadora de Santa Maria. Se você tiver acesso a esse filme, sinta-se convidado a escrever no Cabruuum sobre ele.

É isso.

segunda-feira, maio 08, 2006

Incrível, até Jesus está dando mosh agora!

Isso mesmo. A Mosh!, revista de quadrinhos e roquenrou, pauta deste humilde blog há alguns posts, está sendo vendida a partir de hoje também na Zona Franca Comics, loja especializada em HQs que fica no Santa Maria Shopping. Culpa do dono do estabelecimento, o Jesus Ferreira, que topou a empreitada.

É isso. Quem for de Santa Maria, dê uma passadinha lá!

Os X-men de Santa Maria

A Feira do Livro de Santa Maria foi hoje o palco do lançamento da sétima edição da revista Quadrante X.

Tá, mas que é isso? Uma entidade?

Meu filho, vamos com calma.

A publicação é realizada pela Quadrinhos S.A., o núcleo de quadrinistas de Santa Maria. Participaram desta edição 12 membros do grupo.

Deixa eu ver, deixa eu ver!

A Quadrante X é composta por reportagens e também por histórias em quadrinhos.

Deixa eu ver, vai, deixaaaaaaa...!

Pronto, tá aqui, ó, a capa! Mas vai lavar as mãos antes!!!




***

Para não deixar você voando como as borboletinhas da Feira do Livro de Santa Maria, eis uma reportagem sobre a Quadrante X e a Quadrinhos S.A. escrita por mim no ano passado (as fotos e a legenda são de hoje):

Os X-men de Santa Maria

Você não precisa ir até a única janela da sala de aproximadamente 9m2 para ver a chuva. A um metro da soleira, algumas gotas insistem em cair do teto, encharcando o carpete. Uma estante de metal, que ficava bem ali, foi afastada para não molhar os gibis. Muitos exemplares, como a versão em quadrinhos de "Hamlet" e "O Conde de Monte Cristo", foram empilhadas em cima da mesa, perto da porta, no lado oposto ao da janela, para não molharem. Na estante de madeira, formando um triângulo com a porta e a janela, alguns livros de mangá e gibis raros descansam, longe da água. Um mural, alguns cartazes de filmes, como o do Homem-Aranha, e um quadro adornam as paredes com apenas uma demão de tinta, na promessa de serem pintadas assim que o tempo melhorar.

Essa é a sede da Quadrinhos S.A., o núcleo de quadrinistas de Santa Maria. A sala - onde o núcleo está desde abril, depois de ter passado por outras três salas da Casa de Cultura - tem também uma cafeteira, doada pelas professoras da escola de artes, um andar abaixo (estava estragada, os quadrinistas consertaram, as professoras decidiram deixar com eles). Também há um ponto de internet, apesar de não haver computador, pelo risco de estragar com as goteiras do teto.

O X da questão

Olhando para o Trava desenhado numa das paredes ao lado de outras figuras, você fica imaginando como ele seria diferente se fosse colorido. Trava é o personagem do Milton, ex-integrante da Quadrinhos S.A.. Ex, porque perdeu o emprego e teve que se mudar para Porto Alegre, onde trabalha como publicitário. Não dava para se sustentar apenas com a renda das tiras que publica no Diário de Santa Maria.

A saída de Milton foi uma grande perda para a Quadrinhos S.A., pois o quadrinista costumava passar seu conhecimento aos demais. Nomes de referência, porém, não faltam.


[charge do AlMário, um dos integrantes do núcleo, para a sétima edição da Quadrante X]


Byrata, por exemplo, que já foi presidente da Quadrinhos S.A. e está quadrinizando a lenda de Imembuí, é um dos quatro integrantes - ao lado de Orlando Fonseca, Máucio e Elias - da Associação Cultural Grupo de Risco, entidade criada no final da década de 90 para promover as histórias em quadrinhos. Dessa união surgiu a revista Garganta do Diabo, que em dezembro do ano passado foi ressuscitada em forma de encarte pelo Diário (ao fim de 2005, isso deverá acontecer de novo). O Grupo de Risco também visitou escolas e distribuiu, em 1998, a Gargantilha, uma cartilha editada gratuitamente pelos quatro com o objetivo de assessorar os professores dos Ensinos Fundamental e Médio a usar quadrinhos em sala de aula. É por essas e outras que Marcel Jacques, estudante de Desenho Industrial e membro da Quadrinhos S.A., define o quarteto como "ícones do quadrinho santa-mariense".

A inspiração para a Quadrante X, revista do núcleo de quadrinistas, deve ter saído daí. A Quadrinhos S.A. está às vésperas de lançar a sexta edição, cujo número zero surgiu em maio de 2003. A tiragem gira em torno de 300 a 500 exemplares, conforme a verba. A periodicidade é instável, também: entre 3 ou 4 meses sai um novo número, dependendo do orçamento e da disponibilidade de tempo dos membros do núcleo, que não vivem dos quadrinhos.

Quadrante X foi a segunda denominação mais votada na eleição para o nome do grupo. Ganhou Quadrinhos S.A. e o segundo lugar virou nome da revista. Mas por que o X? Marcel conta que muita gente pergunta se tem a ver com os X-Men, famoso grupo de personagens mutantes da editora Marvel Comics. Não tem nada a ver com isso!

- O "X da questão" é Santa Maria! - esclarece Marcel.

Não é à toa que a capa do número zero da Quadrante X foi o desenho de um xis sobre um fundo preto, marcando as coordenadas geográficas da cidade: 29,68417 graus Oeste, 53,80694 graus Sul.


[Marcel, no lançamento da revista hoje]


Heróis

O quadro é o elemento básico de qualquer história em quadrinhos. No caso da Quadrinhos S.A., porém, o quadro às vezes parece desolador.

A Quadrinhos S.A. foi fundada em 21 de março de 2002, inicialmente com 45 membros. Hoje eles são onze, entre professores, estudantes, artistas plásticos e profissionais desempregados. Cada um paga uma mensalidade de R$ 1,00 para a compra de materiais, como nanquim e papel. O valor não é suficiente para a aquisição de obras de referência, como "Quadrinhos e arte seqüencial", de Will Eisner, e "Desvendando os quadrinhos", de Scott McCloud. Portanto, o núcleo vem se virando a base de promoções, como dois manuais de desenho por apenas R$ 3,90. (Marcel vai fazer uma proposta para Jesus Ferreira, dono da Zona Franca Comics, loja do Santa Maria Shopping, para parcelar em ao menos duas vezes o "Narrativas gráficas", do Eisner. O livro custa quarenta reais).

Apesar das dificuldades, a Quadrinhos S.A. orgulha-se de não depender de nenhuma verba da Secretaria de Cultura. A prefeitura cedeu a sala na Casa de Cultura e nada mais. O resto é por conta deles.

O segredo da continuação do núcleo de quadrinistas perante todos os revezes é um estatuto forte e muita dedicação. Dedicação essa que faz os integrantes pensarem grande: a Quadrinhos S.A. ambiciona, um dia, virar empresa! E aí a Quadrante X não vai mais ficar escondida nas bancas de jornal de Santa Maria, atrás de dezenas de gibis coloridos: o grupo terá sala própria, orçamento, estrutura! Mas continuará sendo a Quadrinhos S.A., aquela que ficava no segundo andar da Casa de Cultura, onde, quando chovia, molhava tudo...


domingo, abril 30, 2006

Dei um mosh, mas ninguém me segurou...

Ou melhor, só o Renato Lima estava lá, esperando a minha aterrissagem de cabeça, esquecendo que tenho mais de 80 quilos.

Tudo isso, claro, metaforicamente, pois este é um post-errata. Sua razão de existir está na correção do Renato Lima, editor da Mosh! (vide o post anterior), de que o que a outra revista roubou foi o nome Mosh, e não o slogan (o slogan atual foi feito por uma agência de publicidade). Por coisas do destino, porém, a outra Mosh, vitoriosa na justiça, não vingou e já nem existe mais.

É isso. Desculpa a informação errada.

sexta-feira, abril 28, 2006

Um filete de sangue escorrendo do bolso do seu jeans, com o walkman tocando

Você gosta de ler gibi escutando música? Melhor, escutando rock!? Melhor, rock alternativo?! Melhor ainda, você mora em Santa Maria, Rio Grande do Sul?!

Pois bem, seus problemas não acabaram, eles sempre vão estar aí te incomodando, se não for o de hoje vai ser outro (o que já é muito bom, pois significa que você superou o primeiro e está crescendo). Mas, se serve de consolo, agora pelo menos você tem à sua disposição um produto que atende a todas as suas necessidades: um gibi que fala sobre rock alternativo e que já pode ser encontrado em Santa Maria (dentre outros lugares, claro).

Trata-se da Mosh!, revista de "Quadrinhos Róquenrou", como dizia um dos slogans da revista. Originalmente, era para ser Mosh!, "rock, quadrinhos e escoriações", e por isso você pode ver esse band-aid atrás do nome, na capa. Acontece que uma outra revista se apropriou do slogan, mas a marca permaneceu.


[só pra esclarecer: o tamanho original da revista não é muito maior do que o que você está enxergando na tela do monitor. É uma revista de bolso! E custa só 3 pilas!!!]


E o que quer dizer "mosh"? Renato Lima, um dos co-editores da revista, disse pro Cabruuum!!!!!! que "o nome veio de uma lista de mais de 100... queríamos um nome em português mas acabamos adotando esse, que resume muita coisa (atitude, rock, sonoridade) numa palvara curta e que não tem tradução em português (todo mundo fala 'fulano deu um mosh' etc)".

Fuçando por aí, descobri que "dar um mosh" é subir no palco e se jogar na platéia. Bacana, né. Bem atitude, rock, sonoridade. Eheheheh.

Agora, tem coisas que você não pode ficar sem saber sobre a Mosh!. Não pode sair deste blog, por exemplo, sem saber que a revista surgiu no fim de 2003 (e desde essa época vem merecendo uma série de reportagens em sites, jornais e revistas, não necessariamente especializadas), é publicada bimensalmente no Rio de Janeiro, é famossíssima (tanto na orla carioca quanto na orla quadrinística de todo o país) e ganhou dois HQ Mix (o grande prêmio dos quadrinhos) no ano passado. Não pode sair daqui sem entender que a revista publica uma porção de "HQ-contos" (expressão minha, não sabia outro jeito de definir, você vai ter que ler pra entender), entrevista uma ou duas bandas de rock do cenário alternativo por edição e realiza um festival de bandas, o SuperMosh!Fest, em cada lançamento.

[eis uma página da Mosh!, mais especificamente a página da personagem "Menina Infinito", de Fábio Lyra. Essa, aliás, é uma história que parodia a obra "O Senhor dos Anéis", do Tolkien]

Isso você tinha que ficar sabendo por aqui. O resto, pode saber ou acolá.

Mas calma, calma, pra que a pressa?! Você ainda não está liberado. Antes de ir fuçar no site da Mosh! e de ir na Cesma comprar o seu exemplar (no caso de ser santamariense e, ao mesmo tempo, sócio da instituição), ou mesmo antes de olhar o fotolog da Mosh! pra saber quem é quem (roteiristas, autores, editores...), você precisa... ahn, você precisa... você prec...

Ah, esqueci! Pronto, a aula acabou, fique à vontade para cutucar nos links aí em cima! Até mais!

sábado, abril 15, 2006

Cabruuum!!!!!! "Argh" News - segunda edição

Interrompemos essa xaropice de novela para anunciar que as inscrições para o 14° Salão de Humor de Piracicaba vão até o dia 22 de maio do corrente ano. Mais informações você consegue cutucando no link que botamos na segunda linha.

Agora desligue a tevê e vá tomar um mate!

sexta-feira, abril 14, 2006

Cabruuum!!!!!! Hard News - Notícias quentinhas (e embrulhadas em papel jornal) para você!!!

Fazendo o trabalho clássico do jornalismo, eis a I Semana de Quadrinhos, a ocorrer nos dias 10, 11 e 12 de maio. O evento é promovido pela ECO (Escola de Comunicação) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e conta com o apoio blá-blá-blá-blá-blá...

Arghhhhhhhhhh! Não dá pra escrever assim no Cabruuum!!!!!!

É o seguinte: você cutuca com o mouse neste site aqui que diz tudo. Lá você sabe que tem inclusive um Concurso de Charges.

Bueno, o Cabruuum!!!!!! "Argh" News fica por aqui. Até a próxima edição!!!