sexta-feira, março 26, 2010
segunda-feira, março 22, 2010
Sacanagem em alemão
Infelizmente, a página não tem tradução. O importante é que Flix acaba de lançar o primeiro volume da obra.
sexta-feira, março 12, 2010
Notícia muito triste...
sexta-feira, março 05, 2010
Post que deveria estar no twitter
quinta-feira, março 04, 2010
terça-feira, março 02, 2010
Uma aula
Enfim, confira por si mesmo cutucando aqui.
Efeito feijão
O vídeo, você já deve ter notado, é em inglês.
Para conhecer melhor o universo quadrinesco-musical de Crumb, cutuque aqui.
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Ver pra crer
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Quadrinhos misturados com outras coisas
E o jornal Folha de São Paulo publicou uma série de tiras do Fernando Gonsales sobre Darwin e a sua teoria da evolução das espécies. Cutuque aqui.
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Mais em Sampa
Para quem está em São Paulo
Cutuque aqui para ir ao site do evento. Mas atenção: o link vai dar na guia Palestras, mas se você cutucar em Café Cultural, Workshop e Diálogo, vai ter acesso a mais atividades. A maioria já ocorreu, mas nos workshops ainda há alguns por acontecer.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Links curtos para notícias alheias
- documentário da Discovery Channel sobre super-heróis dos quadrinhos. Cutuque aqui para ler e baixar.
- a Unidos da Tijuca, campeã do carnaval carioca em 2010, levou heróis de histórias em quadrinhos para a Sapucaí. A propósito disso, achei uma matéria no Universo HQ falando da ligação entre quadrinhos e carnaval. Cutuque aqui.
- acho que foi no twitter do jornalista Paulo Ramos que dei de cara com este programa aqui:
Não sei dizer exatamente de quando é, apenas que, depois que apertei play, não consegui mais apertar stop. O programa é sobre os quadrinhos brasileiros, principalmente os pornográficos. Dá para ver ali os grandes nomes da atualidade do quadrinho nacional, mas rejuvenescidos algumas décadas.
- falando das inspirações do filme Avatar, a revista Galileu citou uma referência dos quadrinhos. Cutuque aqui.
- e, para finalizar, uma matéria que já saiu há algum tempo, na revista Aplauso, sobre o quadrinista Adão Iturrusgarai. Cutuque aqui.
quinta-feira, janeiro 28, 2010
Apanhados de surpresa
A notícia se espalha pelo twitter que nem papel picado jogado ao vento.
Ficam registrados os meus pêsames.
A respeito do fato, lembrei de uma série de três posts que fiz no cabruuum, em 2007, falando sobre adaptações para quadrinhos de "O apanhador no campo de centeio". Veja aqui, depois ali e logo após acolá.
sexta-feira, janeiro 22, 2010
As "malditas" charges aquelas...
Hoje, porém, fujo a regra, por se tratar de um tema pertinente e um texto bem escrito, de autoria de Paulo Nogueira, para a revista Época:
"O chargista dinamarquês que se salvou de machadadas no 'Quarto do Pânico'
KURT WESTERGAARD é um cartunista dinarmarquês de 74 anos com um certo ar de Papai Noel. A barba branca, o olhar intensamente azul, o bom humor, o sorriso fácil. Ele mora em Arhaus, a segunda maior cidade da Dinamarca, um dos países com o menor índice de criminalidade do mundo. Com tudo isso, sua casa, numa rua sem muros e com frequência sem uma única alma, tem um improvável 'Quarto do Pânico'. É um aposento para você se proteger de assaltos e agressões, e é muito mais fácil você imaginá-lo em casas de cidades brasileiras rodeadas de favelas do que na calmaria tediosa de Arhaus. Foi no entanto graças ao 'Quarto do Pânico' que Westergaard, que se movimenta apoiado numa bengala, escapou de ser morto por um somali de 28 anos no primeiro dia de 2010." [...]Se quiser seguir lendo o texto, cutuque aqui. O importante a adiantar é que Westergaard é um dos chargistas que retratou Maomé há alguns anos, o que originou uma revolta muçulmana e movimentos de toma-lá-dá-cá de todos os lados. Lembra? Não? Pois então cutuque aqui.
O mundo é um bicho teórico

Ter um amigo com boas dicas é fundamental pra sobreviver nessa selva de livros que surgem a cada dia. No meu caso, o amigo chama-se Reuben da Cunha, que atualmente faz Mestrado em Letras na USP. Foi ele que me mandou pelo correio o livro "Breganejo Blues - uma novela trezoitão", do amigo dele Bruno Azevêdo. É o Reuben também que assina o prefácio.
Como estou com preguiça de dizer com outras palavras algo que já foi escrito e reescrito em inúmeros outros lugares, replico aqui o que o release diz sobre o assunto da obra: "Breganejo Blues é uma novela policial que mistura bangue-bangue, anúncios pitorescos, quadrinhos, música brega e histórias de corno. É sobre um taxista viciado em Tex Willer. Ele, na verdade, é um detetive que só investiga casos de maridos traídos e se formou nos cursos por correspondência do araponga brasileiro Bechara Jalkh anunciados em antigos gibis de faroeste." Para uma ideia mais completa do enredo, tem também uma resenha que saiu no Universo HQ. Mas o importante mesmo é você ter acesso à obra, que está disponível para download no site da editora Mojo Books. Senão fica uma conversa meio insossa, essa minha, se você não pode ler o livro.
O Bruno Azevêdo é autor de quadrinhos, já publicou inclusive pela aclamada revista mineira Graffiti. Em "Breganejo Blues", a ligação com quadrinhos são algumas tiras de Tex colocadas entre a prosa, porque esse é um livro de prosa. Também há outros recortes, de anúncios antigos de cursos de detetive e outras coisas estranhas publicadas em revistas. Tudo isso colocado de um modo coeso com a narrativa.
O livro é muito gostoso de ler. Não só pelo formato - as páginas privilegiam os espaços em branco e há casos mesmo em que só há uma frase na página -, mas por poder se entrever, em meio à organização do livro, que se trata de uma obra bem pensada e planejada, bem feita. Nessa linha, quatro coisas me chamaram a atenção, coisas que são consideradas atributos do bom escritor e da boa literatura:
1) o cuidado com cada frase. É evidente que Bruno Azevêdo penou bastante e trabalhou muito no livro antes de finalmente publicar (não dá pra ser ansioso e apressar essa fase, né!). Mesmo que o livro seja propositadamente escrito com "total desprezo pelo acordo ortográfico da língua portuguesa", é possível ver uma arquitetura frasista, inclusive na elaboração dos erros propositais, mas também no pensamento expresso em cada frase. Uma delas, constantemente repetida na narrativa, chega a virar um bordão: "o mundo é um bicho teórico". Enfim, essa busca da síntese é um aspecto que dá qualidade à obra.
2) a organização dos capítulos. O livro é narrado alternadamente em primeira pessoa (por monólogo interior, pelo detetive-taxista, protagonista da história) e terceira pessoa (as cenas de diálogo entre Adhaylton e Adailton que, há bem da verdade, não têm narrador, são apenas as falas). Organização pensada, planejada, preferida às demais opções de narração porque era mais lógico. Vale o registro do que Bruno Azevêdo me contou por email, sobre o processo de criação da obra: "eu sempre tenho um bocado de idéias na cabeça e executo várias ao mesmo tempo. às vezes são plots, cenas, personagens, que vão se juntando ou não pra constituir uma obra, meio que por aglutinação. o breganejo é um desses. vi que nesse ambiente do brega tinha uma história rica e fui buscando o que poderia se conectar pra fazer essa história funcionar. daí surgiu a conexão com o Tex (que é, pros quadrinhos, um 'submundo', como o brega mesmo seria). o livro levou alguns anos pra chegar no formato final, mas foi escrito em poucos meses. enquanto eu não publico um livro, não paro de trabalhar nele. inicialmente o chamava 'Sertanejo Blues' e seria narrado em 4 vozes, com um capítulo pra cada personagem; depois os diálogos da dupla seriam em quadrinhos. reli e vi que não funcionaria e mergulhei mais no universo do Tex, vestindo o livro como um gibi de bang-bang (cheguei a cogitar imprimi-lo em papel jornal) e colocando as citações do Tex não como texto, mas como quadrinho mesmo, porque se tô citando um gibi, é meio estúpido escamotear a linguagem. nesse ponto escrevi várias músicas de Adailton & Adhaylton (as letras estão no ebook) e gravei algumas. além disso, tem são luís, MA, que é a periferia da periferia. jogar essa bagunça aqui, nessa letargia da cidade é o que, pra mim, completa e dá sentido à trama."
3) o domínio do tema. Autor que não domina o tema sobre o qual escreve periga pagar mico. Não é o caso de Azevêdo, que realmente sabe sobre o que está falando. Ele desliza entre os símbolos da cultura breganeja com propriedade, usando elementos que têm a ver com a narrativa, na medida certa. O próprio Azevedo diz que "eu sou historiador e minha monografia foi sobre o que chamei de 'brega de teclado' em são luís do maranhão (brega de teclado é aquele onde um teclado de programação emula baixo e bateria, substituindo parte da banda). isso não é diretamente breganejo, mas eu acabei por estudar um bocado sobre música brasileira. depois fui pesquisar várias destas duplas pro Breganejo Blues, ouvir os discos e tentar extrapolar essa coincidência absurda de um morrer quando a dupla tá decaindo."
4) o livro passa a sensação de ter se escrito sozinho. Pois é verdade, os melhores livros são aqueles em que parece não existir autor, livros em que o trabalho de lapidação da obra por parte do escritor é tão bom, que elimina os excessos e veleidades. Em "Breganejo Blues", a prosa sedutora e envolvente foi posta na voz do personagem em primeira pessoa, ou seja, tudo que é frase e bordão interessante são ditos por personagens, não por narradores. Se fosse um narrador não-personagem falando, realmente, teria posto o resultado a perder.
No mais, fica o link para o blog do Bruno Azevêdo, para quem quiser acompanhar o trabalho e os pensamentos dele. E, para finalizar, um trecho do email do Bruno que fala sobre a parte que toca a este blog - quadrinhos. Perguntei-lhe: "qual foi tua ideia de inserir quadrinhos do Tex na narrativa? Presumo que tu seja fã, ou estou enganado?", ao que ele respondeu: "fã mesmo eu sou do ken Parker. não lia muito Tex, mas quando peguei as primeiras HQs, de Bonelli e Galep, eu pirei! esse Tex é louco, não reconhece nenhuma autoridade e resolve tudo na bala. Tex é publicado no brasil há quase 40 anos e é o que eu chamaria de literatura popular brasileira. agora pára pra pensar que o Tex educa as 'classes baixas' como o Maurício de Souza alfabetiza a 'clase média', foi com isso na cabeça que tentei imaginar como cresceria alguém que teve o Tex como formação e consumiu não só as histórias e a ética do Tex, mas a enorme quantidade de anúncios que as revistas tinham. estamos na ditadura militar e os anúncios eram principalmente de cursos profissionalizantes. esse cara acaba crescendo com idéias muito claras na cabeça."
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Post curto (mas que não cabe no twitter)
O primeiro link é este aqui. É pra quem usa bastante band-aid e também lê quadrinhos.
O outro link é uma matéria que saiu no jornal Zero Hora. O texto fala de diversas adaptações da obra "Alice no país das maravilhas", inclusive para quadrinhos, feitos por uma nipobrasileira. Cutuque aqui.
No mais, é isso. O cabruuum também está no twitter, por sinal. Veja!
sábado, janeiro 09, 2010
Reinhard Kleist e Johnny Cash na revista Aplauso
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Quadrinhos políticos
"História em quadrinho sul-coreana alerta para ameaça do norte
Os serviços de segurança sul-coreanos apelaram para histórias em quadrinho e jogos de computador para alertar aos jovens 'mal informados' que a Coreia do Norte nuclearmente armada continua sendo uma ameaça." [leia mais]
terça-feira, dezembro 22, 2009
segunda-feira, dezembro 21, 2009
"Um intercâmbio muito louco" ou "Santiago versus Reinhard Kleist" ou "Santiago & Reinhard Kleist"
Bom, vou começar do começo. Acho que o começo é este aqui. O link que acabei de colocar remete a um post relatando a passagem do quadrinista alemão Reinhard Kleist pelo Brasil. Kleist esteve por aqui a convite do Instituto Goethe para participar de um evento sobre quadrinhos de não-ficção (que terá continuidade em 2010, só pra avisar). Aproveitamos a ocasião para lançar em português "Johnny Cash - uma biografia". Como eu estava envolvido dos pés à cabeça no projeto (o livro inclusive foi traduzido por mim), acabei sendo o cicerone do alemão no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.
Até aí, tudo bem, já foi tudo contado no primeiro link neste post. A novidade veio por uma certa janta que fizemos num restaurante em Porto Alegre. A ideia era pôr o Kleist em contato com os quadrinistas gaúchos, para provocar intercâmbio e troca de ideias. Quem aliciou o povo foi o quadrinista Maumau, que já havia conhecido o Kleist no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte e, portanto, sabia que essa mistura daria liga.
Ficamos todos lá, no restaurante, nos comunicando em inglês, enrolation e linguagem universal dos sinais. Kleist aprendeu como seriam os nomes em inglês de algumas cidades gaúchas ("Deep step", "Don't touch me", "Little guy"). Lá pelas tantas, chegou o Santiago.
O Santiago, todos sabem, é um ícone do quadrinho gaúcho e nacional, com boas andadas internacionais para ser conhecido também no exterior. Isso já sabia o Kleist, eu havia deixado-o previamente avisado. Santiago chegou tímido, sentou num canto da mesa. De vez em quando, pedia pra eu traduzir algo direto pro alemão para o Kleist. Lá pelas tantas, me entregou um papel enrolado e disse: "um presente pro alemão!"
Bem, eu entreguei, e o papel, ao ser desenrolado, mostrava este desenho, em tamanho aumentado, lógico:
O desenho retrata um bailão gaúcho. Você pode cutucar com o botão direito do mouse e abri-lo ampliado em uma outra janela.Não há nada mais difícil de traduzir do que a linguagem regional, principalmente a extremamente regionalista, como é o caso do desenho do Santiago. Alguns neurônios meus se perderam no processo e, confesso, o significado das frases e da cultura retratada no desenho também. Sorte que os desenhos falam por si. O Kleist ficou contentíssimo com o presente e, a partir daí, não precisei traduzir mais nada: a comunicação entre eles passou a fluir na linguagem universal do humor.
No outro dia, após o evento no Instituto Goethe, Santiago entregou ao Kleist um recorte de jornal. Tratava-se de uma reportagem sobre o quadrinista norte-americano Oliver Harrington. Santiago soube que Harrington morou seus últimos anos de vida em Berlim, cidade onde fica o ateliê do Kleist, e quis compartilhar. Kleist não conhecia o quadrinista e voltou para casa interessado e com o recorte de jornal na mão.
Eu não sei por que conto essa história. Ela nem me parece ter um fim (o que, de certa forma, é até bom, não acha?). Acho que ainda mantenho um ar estupefato ao me dar conta que alguém lá do outro lado do mundo veio até a Porto Alegre em que nasci e moro falar sobre coisas que vão ficar. E que esse mesmo homem atravessou o oceano de volta para casa levando para lá coisas que, imagino, também reverberarão por lá, e que ele só poderia ter encontrado aqui.
Enfim, uma verdadeira troca!
quinta-feira, dezembro 17, 2009
(pro)Criar HQ
sábado, dezembro 12, 2009
A/em respeito do/ao vale-cultura
Antes de opinar sobre o assunto, eu procurei ter acesso à fala original de Dimenstein, pois sempre há distorções. Demorei a encontrar, mas finalmente achei. O post que ele escreveu para a Folha Online é este aqui:
"Mulher pelada é cultura?
Comentei aqui por diversas vezes que considero o vale-cultura, capaz de envolver até R$ 7 bilhões, um previsível desperdício --o dinheiro seria mais bem usado se focado nos estudantes das escolas públicas. Desde ontem, meu receio aumentou ainda mais, pela possibilidade de que, com esse benefício, mulher pelada também seja cultura. Ou gibi.
Foi aprovada uma emenda no Congresso permitindo que o vale-cultura seja usado para comprar jornais, revistas e gibis. Senadores argumentaram que, com isso, revistas como a 'Playboy' seriam beneficiadas, mas a emenda foi aprovada assim mesmo.
Nada contra a 'Playboy', mas mulher pelada não é cultura --muito menos com dinheiro público."
O post pode ser lido no original neste link.
Pois bem. Literalmente, Dimenstein não disse que histórias em quadrinhos não são cultura. Embora isso possa ser lido nas entrelinhas, claro. Mas o que ele disse de fato é que revistas como "Playboy" não são cultura. E que "gibis" talvez também não fossem.
Entendo a reclamação apaixonada de todos aqueles que fazem ou lêem quadrinhos. É inclusive legítima. Não acho, porém, que a fala de Dimenstein deva ser questionada em função do que ele (supostamente) falou sobre quadrinhos. O ponto é justamente outro: a questão da regulação do uso do vale-cultura. E é sobre isso que deixo alguns pensamentos:
1) em primeiro lugar, dizer que tal coisa é ou não cultura é um pensamento elitista e, desse ponto de vista, dominador. O mesmo é válido para essa vontade de quererem que o governo estipule em que tipo de publicações ou espetáculos o vale poderia ser usado. Se eu fosse fazer uso do vale-cultura, não gostaria nem um pouco que outra pessoa escolhesse, em meu lugar, ao que eu devo ou não ter acesso. Ao que eu devo ou não devo gostar. Até porque, gosto é algo que muda com o tempo, e precisaria haver um mecanismo que acompanhasse essa mudança individual. É, portanto, algo impossível de se pôr em prática.
2) entender que "gibi" ou "revista de mulher pelada" não são um produto cultural legítimo é questionar toda a validade de uma cultura que é popular e expontânea. Pessoas cultas não podem ler gibis? Nunca leram? Nunca viram fotos de mulheres peladas? Tem também aquela história - que, apesar de positiva, também é uma visão erudita do fenômeno - de que muitas pessoas iniciam a leitura por meio do gibi e depois vão "qualificando" o seu gosto literário. Isso já é um argumento a favor da auto-regulação do vale-cultura. Mas sou mais do pensamento do antropólogo Felipe Lindoso, que prega que as bibliotecas devem ter best-sellers e todo tipo de livro que o leitor queira ler. Só assim se faz uma real disseminação e democratização do acesso aos bens culturais. Sem falar que a dita cultura erudita segue disponível mesmo para quem usufrui especialmente da cultura dita popular. Vai caber então ao usuário do vale-cultura decidir no que ele deve usar. E essa decisão pode ir mudando com o tempo, conforme os bens culturais que ele tiver acesso. Mas primeiro ele precisa ter acesso a esses bens...
3) na fala de Dimenstein, antes de qualquer preconceito em relação aos quadrinhos, identifiquei um preconceito em relação ao gosto popular. Uma primeira observação: a fala dele dá a entender que um dos maiores usos do vale-cultura seria para compra de revistas com mulheres peladas. Mas então as mulheres não teriam acesso ao vale-cultura? Outra observação: baseado em que se pode dizer que, se a população tivesse acesso ao vale-cultura, investiria primordialmente nesse tipo de publicação? Não vejo motivos concretos para isso. Não haverão famílias interessadas em ir no teatro, quem sabe pela primeira vez? Ou casais indo ao cinema? Ou amigos presenteando livros de algum tema que interesse ao outro? A ideia de que uma população pobre investiria primordialmente em gibis e revista de mulher pelada (ainda que não me soe um investimento ruim) é, no meu ver, preconceituosa e machista.
4) agora um pensamento voltado especificamente para essa opinião de Dimenstein sobre revistas de mulher pelada: sei que não são todas, mas muitas dessas publicações vem também com texto. E textos bons. E quadrinhos bons. Você pode dizer: o leitor comum só vai querer ver as fotos! E, no caso de alguns leitores, eu posso concordar com você. Só que não vou ver mal nenhum nisso. Os textos e as fotos, aliás, vão estar no mesmo lugar, disponíveis a outros leitores, e isso pode abrir portas para outros tipos de conhecimentos. De quem quiser ir atrás deles, claro.
5) para finalizar, a proposta do vale-cultura me parece um meio real de democratizar o acesso à cultura, principalmente por fazer com que a própria população de baixa renda perceba a importância da cultura em suas vidas, na medida em que vai ter um recurso especialmente voltado para isso. Querer regular ao que o vale dará acesso é ir contra o espírito do próprio vale-cultura. Salvo exceções de cunho meramente mercenário, claro, pois certamente haverá empresas que usarão o vale com intenções auto-beneficentes. Mas aí já seria outra discussão..
Quem quiser acrescentar ideias, opinar, discordar etc fique à vontade! Minha visão de mundo não é erudita o suficiente para impedir à sua!
sexta-feira, dezembro 11, 2009
"O corvo", do Poe
terça-feira, dezembro 08, 2009
Ramones e Homem-Aranha
Para entender o contexto, cutuque aqui. Você vai parar no blog do Gabriel Rocha, o responsável por encontrar essa pérola.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
A Maga Patológica vai sentir inveja...
domingo, dezembro 06, 2009
A arte do Art
sexta-feira, dezembro 04, 2009
Neil Gaiman fazendo cartilha sobre HIV?
Cobertura não-jornalística
Ultimamente tem havido um interesse maior por parte dos mais variados veículos em publicarem quadrinhos no formato de reportagens. Geralmente, usa-se esse recurso para reconstituição de acontecimentos (se bem que toda matéria, mesmo em prosa, é reconstituição de acontecimentos...). No meu ver, esse aumento de interesse é muito positivo, do ponto de vista que abre portas para quadrinistas-jornalistas pensarem em termos viáveis de publicação. O lado ruim é que surgem muitas "reportagens" sob encomenda, e isso vem sem haver uma discussão mais sólida sobre o que uma reportagem em quadrinhos diferencia-se de outros estilos de reportagens e, o mais importante, em que medida a linguagem dos quadrinhos pode contribuir ou não para o jornalismo.
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Colcha de informações
- o quadrinista Leandro Dóro fez sua versão em quadrinhos para poesias do Augusto dos Anjos. Cutuque aqui para ver.
- "Loucas de Amor - Mulheres que Amam Serial-Killers e Criminosos Sexuais" é um projeto que eu ainda não tive acesso mas que, pelo que ouvi falar, tem um quê de jornalismo em quadrinhos. Cutuque aqui para ter informações mais precisas.
- A Penguin Books criou uma coleção especial de obras literárias, cujas capas são feitas por quadrinistas de peso. Veja!
- O Matheus Moura, que comanda o Toka di Rato, escreveu no blog sobre uma raridade que ele achou em meio a tantos livros durante o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte. Veja aqui e acolá.
terça-feira, dezembro 01, 2009
Outra de mestre!
Me refiro a esta charge do Rafael Corrêa. O título, fundamental para captar a mensagem, é "Otimismo".
"Mãos ao alto!"...
De início resisti, mas depois entreguei todo meu dinheiro. Os documentos, claro, ficaram comigo.
Tudo uma metáfora para dizer que este blog tem twitter. Na verdade, já tem algum tempo, eu é que não estava usando muito.
Bem, se interessar receber por lá o aviso de que tem algo novo cá (meio sem sentido isso, não?), basta cutucar aqui!
Uma certa sexta-feira 13...
Esse tempo longe da web/perto da vida foi muito frutífero, porém, e também teve tudo a ver com quadrinhos. Hoje conto então, com mais de duas semanas de atraso, como foram os ótimos dias que passei em Santa Maria-RS no meio de novembro. Foi em Santa Maria, aliás, que este blog nasceu e foi onde eu me graduei em jornalismo.
Na verdade, a viagem começou mesmo em Dilermando de Aguiar-RS. Estive na escola Valentim Bastianello, já conhecida do leitornauta. Cutuque aqui para lembrar. Estive lá para ministrar uma oficina sobre uso de quadrinhos em sala de aula para as duas turmas de quinta série. A professora que me convidou - responsável também pelo convite para as oficinas anteriores - chama-se Ana Cláudia Machado Paim. Professora de artes visuais, mestre em arte e educação pela UFSM e, o melhor de tudo, minha irmã!
Bem, melhor contar mostrando fotos dessa sexta-feira 13!
Acima, exemplos de alguns trabalhos, depois de prontos. O primeiro é sobre "D. João Carioca - a corte portuguesa chega ao Brasil", do Spacca. O segundo, sobre "Moby Dick". O terceiro, também da editora IBEP, é "A ilha do tesouro", adaptação da obra de Stevenson.
De Dilermando de Aguiar-RS, fui à Santa Maria-RS. As duas cidades ficam bem pertinhas uma da outra. Fui convidado pelo comunicador Márcio Grings para participar de um bate-papo ao vivo na Rádio Itapema FM. Foi muito legal. Grings é um dos maiores entusiastas do livro "Johnny Cash - uma biografia", a biografia em quadrinhos de Johnny Cash, feita pelo alemão Reinhard Kleist. O Grings gostou tanto do livro que fez questão de organizar um lançamento em Santa Maria.
Saindo da rádio, fui para a CESMA, onde houve o lançamento oficial. Nas fotos abaixo, estou no palco falando sobre o processo de tradução do livro. Quem guiou a conversa foi o Paulo Teixeira, sentado ao meu lado. O Paulo trabalha na Cesma, coorganizadora do evento.
Enfim, mais não digo, para não parecer (mais) piegas. Fato é que foi muito legal essa função em Santa Maria!
Agradeço muito o empenho do Márcio Grings e do Paulo Teixeira que, sem ganhar nada em troca, arregaçaram as mangas para organizar esse lançamento tão legal em Santa Maria. Agradeço a Rádio Itapema FM e o jornal Diário de Santa Maria, pela divulgação e coorganização. O mesmo para a Cesma, que ainda por cima cedeu o espaço.
Voltando à oficina em Dilermando de Aguiar, preciso agradecer especialmente à Companhia das Letras e à Conrad/IBEP, que doaram livros fundamentais para o trabalho na escola dar certo. Procurei as duas editoras por saber que têm um acervo propício a essa ideia de quadrinhos como aliado na educação e também como meio artísitico maduro.
Cito algumas obras que foram doadas:
Conrad/IBEP
"Chibata"
"Fun Home"
"Epiléptico"
Coleção "Quadrinhos Nacional"
Companhia das Letras
"Persépolis"
"Maus"
Obras do Spacca
São só alguns exemplos, as editoras doaram mais livros. Alguns desses livros - os de leitura mais densa, inapropriados para crianças - eu mantive comigo. Pretendo usar em outras oficinas.
Agradeço a todos os envolvidos em todos esses projetos quadrinhescos. Espero que essa intensa sexta-feira 13 renda muitos frutos mais adiante!
quarta-feira, novembro 25, 2009
Feliz aniversário atrasado!
Já dura quatro anos esse processo todo de dar vida a um objeto inanimado (que, aliás, nem objeto é: é coisa virtual). Inimaginável pensar nisso quando fiz o primeiro post, no já jurássico 2005.
Ultimamente tenho tido cada vez menos tempo para postar. Ironicamente, cada vez trabalho mais com quadrinhos, mas isso me deixa tão ocupado, que o tempo livre para escrever é escasso. Ainda assim, vaticino: o blog vai comemorar mais uns quantos anos ainda...
Obrigado a quem me lê e parabéns ao cabruuum!
terça-feira, novembro 10, 2009
"Johnny Cash - uma biografia", em Santa Maria-RS
sexta-feira, novembro 06, 2009
quinta-feira, novembro 05, 2009
Pega a bandeira, vem pra rua, vem participar!
Dois exemplos importantes:
1. sobre como concursos e "promoções culturais" são formas veladas de um comportamento não-profissional com ilustradores, principalmente em função do desconhecimento de quem cria os editais. Cutuque aqui! Sobre essa questão do pagamento com glamour, escrevi um texto outro dia, que publiquei no meu outro blog (e também no Overmundo).
2. sobre como a atividade de fazer quadrinhos é embebida de muitos preconceitos e estereótipos arraigados, como a associação com histórias infantis e de super-heróis, e sobre como as obras de arte dessa linguagem artística não são conhecidas do grande público. Cutuque aqui!
quinta-feira, outubro 29, 2009
Onde comprar sua biografia em quadrinhos do Johnny Cash
Bueno, eu mesmo não sabia, mas agora vi que o livro está disponível no site da Livraria Cultura. Cutuque aqui para ver. Pode ser enviado para qualquer lugar do Brasil.
Em tempo: o livro, de autoria de Reinhard Kleist, ganhou o prêmio de melhor quadrinho alemão em 2008 e já foi traduzido para mais de cinco idiomas. Confira a matéria que saiu no site da revista Rolling Stone.
terça-feira, outubro 27, 2009
Para quem não pôde ir
Vai parecer frase de release, mas não é: quem esteve no workshop saiu de lá enriquecido. Realmente, o conteúdo foi de primeira. Koehler, que estava presente, fez inúmeras anotações e achou que isso deveria chegar a outras pessoas.
Bem, segue abaixo o resumo do workshop. Cutuque sobre a imagem para ler a página abaixo diretamente no site de Koehler.

quinta-feira, outubro 22, 2009
Jack Kerouac em quadrinhos

A reportagem acima (cutuque em cima para ampliar) foi feita por Márcio Grings (roteiro) e Paulo Chagas (desenhos) e saiu no jornal Diário de Santa Maria, do grupo RBS. Fez parte de um caderno especial sobre quadrinhos de não-ficção, publicado na semana passada.Grings (que trabalha na Rádio Itapema SM, também do grupo RBS) teve a inspiração ao saber da notícia de que a obra "Johnny Cash - uma biografia" sairia no Brasil. Aliás, já saiu!
No blog do Grings, ele relata os bastidores envolvendo essa reportagem sobre o escritor beatnik Jack Kerouac.
quarta-feira, outubro 21, 2009
Se Johnny Cash tivesse visto essa...
Então, não foi fácil sair assim sorridente nesta foto, ao lado da minha namorada Greta Lemos e do quadrinista alemão Reinhard Kleist, em uma balsa para Niterói, no Rio de Janeiro, onde visitaríamos o Museu de Arte Contemporânea do Niemeyer.
O Kleist é gente finíssima, pessoa de uma simplicidade incrível. Nem parece o autor de uma obra vencedora do prêmio de melhor quadrinho alemão de 2008, a biografia em quadrinhos de Johnny Cash. Você já deve estar sabendo, né? Saiu no site da Rolling Stone Brasil...
Aliás, pensamos que era Johnny Cash o topetudo à esquerda na foto abaixo, tirada na festa de pré-lançamento do livro no Cine Lapa, na College Rock Party, no Rio de Janeiro.
Já o de vermelho é Maurício Garcia, vulgo "Mauk", músico, fã de Johnny Cash. Mauk ia tocar no pré-lançamento sábado à tarde em uma livraria carioca, com repertório especial e gentilmente preparado para o evento. Como a editora não enviou os livros, teve que ser cancelado.
Mas Mauk não se fez de rogado e foi ao Cine Lapa, onde ostentou a sua tatuagem com o tema Johnny Cash, mostrando que é fã mesmo:
Isso foi no sábado, dia 17. À meia-noite começou o horário de verão. No domingo, perdemos uma hora de vida no Rio e fomos para uma Porto Alegre ensolarada, o que serve de consolo.
Na segunda-feira, 19h, o evento que organizei com extremo empenho junto ao Instituto Goethe de Porto Alegre durante meses. Abaixo, fotos dos momentos antes de começar a entrevista sobre "quadrinhos de não-ficção: uma maneira de transmitir um conteúdo para o leitor".
Sei que essas fotos só tem interesse pros envolvidos mesmo, mas o blog é meu, eu tô feliz, e quero me exibir!
Eis fotos da entrevista, com imagens de livros do Kleist ao fundo.
O dia seguinte reservou uma oficina fechada para quadrinistas, onde Kleist explicou seu processo realizando projetos de não-ficção em quadrinhos, da pesquisa ao desenho final, passando pelo roteiro e pelos rascunhos. Foi algo de conteúdo MESMO! E colocado de maneira leve, por alguém que sabe lidar com as palavras. Os participantes elogiaram bastante.
Bem, no fim do dia, Kleist vôou de volta para a Alemanha e deixou aquele vazio no ar, aquele vazio que fica depois de cada transformação. Fica a certeza de que sua passagem por aqui não foi inócua, muito pelo contrário: ele foi embora, mas nos deixou muita coisa.
Tomara que ele venha gerar transformações aqui outras vezes!
***
Ps.: as fotos do evento em Porto Alegre são de Saul Lemos.
segunda-feira, outubro 19, 2009
sábado, outubro 17, 2009
quarta-feira, outubro 14, 2009
Uma festa psicológica
(Eheheh).
Mas o termo também pode ser usado para coisas boas.
É, por exemplo, uma reedição isto aqui:
É reedição, porque na era preozóica do cabruuum, organizei em Santa Maria/RS uma festa de quadrinhos e rock'n'roll. Lembra? Não mesmo? Mas pensa bem...Tanto lá quanto cá (me refiro ao Rio de Janeiro, para quem não cutucou sobre o cartaz para vê-lo ampliado), a parceria fundamental para a realização da festa é Renato Lima, quadrinista carioca. Aliás, cá ainda muito mais do que lá. Pois estou embarcando para o Rio apenas para curtir, todo o trabalho foi do Renato.
Vou aproveitar ainda minha curta estada no Rio para participar da 2ª Semana de Quadrinhos da Travessa.
E, na segunda-feira que vem, volto com tudo para esta preciosidade que estou organizando há meses em Porto Alegre, um evento que tem suas raízes nas minhas desventuras cuidando de crianças na terra das palavras impronunciáveis, a Alemanha. Só para marcar que há muito suor (mas sangue não, felizmente) por trás do evento:
Essa é outra coisa que vou torcer que seja atingida pelo fenômeno da reedição.
terça-feira, outubro 13, 2009
Hoje, na sua tevê!
Bueno, hoje, às 18h, vou estar no programa Radar, da TVE gaúcha. Vou falar sobre isto aqui:

Ah, o livro foi traduzido por mim, com muito orgulho!
domingo, outubro 11, 2009
O que se pode encontrar no Brasil
Ele inclusive cita o Brasil, de um jeito que poucos esperariam...
Bueno, para entender todo esse mistério que faço, melhor ler!
Preciosidade
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"La bête est mort: la guerre mondiale chez les animaux" é um quadrinho de 1944-1945, sobre a 2ª Guerra Mundial. Assim como o "Maus", de Art Spiegelman, as nacionalidades são diferenciadas por tipos de animais: os alemães são lobos, os soviéticos são ursos polares, os americanos são bisões, os franceses são coelhos, os italianos hienas e os ingleses são cachorros - Churchill retratado como buldogue está perfeito!
As páginas, bem coloridas à guache e em formato de prancha, chegaram a ser publicadas no fim da guerra, ainda que em preto e branco, no jornal L'armée française au combat, para depois virarem livro. Composto de duas partes, "Quand la bête est dechainée" e a segunda "Quand la bête est terrassée", o quadrinho foi escrito por Victor Dancette e Jacques Zimmerman, e ilustrado por Calvo, bastante assemelhado ao Tex Avery e influenciado por Walt Disney. Depois de anos sem republicação - fora republicado apenas em 1977 pela Futuropolis -, a Gallimard o fez em 2007, juntando as duas partes da história em um bem editado álbum colorido e com lombada de pano.
Poderiam haver críticas de que a história com animais infantilizaria a força do relato jornalístico, levando-a para o campo da alegoria - e de fato o trabalho foi publicado com o amparo de uma lei francesa de incentivo à publicações para a juventude -, por outro lado um quadrinho de guerra feito entre 1944 e 1945, narrando os acontecimentos com a licença poética utilizada, retrata a percepção do momento. Nesse sentido talvez se justifique o fato dele não explorar, talvez até mesmo pelo público do quadrinho ou por não haver ainda uma percepção do que ocorria de fato, as atrocidades dos campos de concentração, tornados públicos mundialmente no início de 1945. E talvez seja essa, a maior crítica ao trabalho.
Após um distanciamento histórico, o quadrinho francês acaba criando um interessante diálogo com o "Maus" de Art Spiegelman que se complementam, não apenas pela representação utilizando animais, ainda que por caminhos diferentes, em uma referência de ambos à Disney. "Maus" parece um terceiro capítulo de "La bête est mort", centralizando justamente na questão do Holocausto que não tinha sido explorado no trabalho da década de 1940. "Maus" é uma espécie de Lado B, que contrasta em seu preto e branco devastador, adentrando nos Campos de Concentração e em seus dramas e que continuaram a acontecer com seus sobreviventes após a guerra.
Seja como um documento, ou em diálogo com "Maus", "La bête est mort" é um exemplo bastante interessante de um jornalismo em quadrinhos feito há quase setenta anos. É uma pena que seja pouco conhecido. Eu mesmo achei por acaso apenas um exemplar, chafurdando em uma das muitas livrarias parisienses, no ano passado. Mas para quem se interessar, ainda é possível encontrar o álbum na internet. A edição da Gallimard custa em torno de 25 Euros. As edições originais, tratadas já como raridades, chegam a 300 Euros.
sexta-feira, outubro 09, 2009
Uma gaúcha que (se) saiu (bem) à francesa
Pode acreditar, o desenho aí em cima foi feito por uma artista daqui dos pampas: Ana Luiza Koehler, minha colega do curso de alemão, mas que ilustrou a HQ "Awrah" em francês. Como eu sou um analfabeto nesse idioma (e em muitos outros), só posso admirar os desenhos. Belíssimos aliás.
A breve animação acima foi feita a partir dos desenhos de Ana, para divulgar a obra.
Apesar do sucesso lá fora, Ana é pouco conhecida no mercado gaúcho. Inclusive, quem nos apresentou um para o outro foi o garimpador de talentos escondidos, Marko Ajdaric, do Neorama.
Eis a matéria que saiu na Zero Hora sobre a Ana e mais três outras quadrinistas gaúchas. A pauta foi indicada pelo Marko.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Novo livro de Joe Sacco
Por Vitor Mazon, do Universo HQ:"Durante o Comica Festival, em Londres, Inglaterra, Joe Sacco deu detalhes sobre o seu mais recente trabalho. Principal nome do jornalismo em quadrinhos, ele também falou sobre sua vida e as HQs em geral." [leia mais]
terça-feira, outubro 06, 2009
Que cartaz (quer dizer, filipeta)! - parte 2
Que cartaz!
segunda-feira, outubro 05, 2009
Ulisses em quadrinhos
Veja se não é pra pensar isso mesmo, cutucando aqui!
Quem me avisou foi o Léo Foletto, mestre em webjornalismo e gestor do BaixaCultura.






