segunda-feira, novembro 14, 2011

"Destroços", por Juscelino Neco

É com muito orgulho que publico no cabruuum a HQ Destroços, de Juscelino Neco. Um trabalho triplamente bem feito: no desenho, no enredo, na realização.


[Você pode folhear a HQ com o mouse. Cutuque sobre a imagem acima para ver em tamanho maior.]

O jornalista, quadrinista e pesquisador Juscelino Neco (transfigurado em imagem aí embaixo) gentilmente cedeu sua HQ para publicação no cabruuum. Agradeço publicamente!

quarta-feira, novembro 09, 2011

Por dentro da Maré

Acaba de ir ao ar, no site Cartoon Movement, a segunda e última parte da reportagem em quadrinhos que fiz com o desenhista MauMau nas favelas do Rio de Janeiro. Cutuque aqui ou sobre a imagem abaixo para lê-la (é em inglês).

Caso você não tenha visto a primeira parte, cutuque aqui.

domingo, novembro 06, 2011

Links de norte a sul

Eis 3 links que, juntos, contemplam uma parcela significativa da nossa brasilidade:

* "Por um lugar nas estantes aos quadrinhos potiguares" - matéria jornalística sobre a cena de quadrinhos do Rio Grande do Norte.

* "Grande sertão: quadrinhos" - uma crítica de Ciro I. Marcondes sobre o livro O olho do diabo, de Mozart Couto.

* Eis "Primeira Edição", um panfleto da Editora Secreta, de Pelotas, RS. Trata-se de uma nova casa para publicação de quadrinhos.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Por dentro das favelas

Entre o final de julho e início de agosto, estive no Rio de Janeiro fazendo uma reportagem em quadrinhos para o site Cartoon Movement. Me acompanhou o desenhista Maumau, daqui de Porto Alegre. Durante uma semana, nós visitamos várias favelas, pacificadas ou não, em diferentes regiões da cidade. O resultado é uma reportagem de 20 páginas, dividida em duas partes. A primeira acaba de ser publicada, em inglês.

Para continuar lendo, cutuque aqui ou sobre a imagem aí em cima.

É importante salientar que não se pode conhecer a realidade da favela em uma semana. Trata-se de um cenário complexo, difícil de abarcar rapidamente, a não ser que se apele para estereótipos e leituras superficiais. De tal forma que, para poder fazer esse trabalho, eu venho acompanhando a situação das periferias cariocas faz tempo. Em 2007, fiz na Maré a reportagem "Uma jornada especial". Há pouco mais de um ano, em abril de 2010, voltei lá para escrever a reportagem "Melô da diversidade". As duas foram em prosa. Agora, para fazer em quadrinhos, o raio de apuração aumentou para dar uma ideia da situação geral das periferias do Rio de Janeiro.

Tenho um carinho especial com a favela e com as pessoas que sempre me recebem muito bem quando vou lá. É a elas que dedico esta reportagem. Espero que ela sirva para mostrar mais de perto uma realidade que a maioria das pessoas só conhece pela tevê ou pelo cinema.

Quando sair a segunda parte, divulgarei aqui.

domingo, agosto 21, 2011

Podcast sobre Jornalismo em Quadrinhos

Participei de um podcast sobre Jornalismo em Quadrinhos no site Nonada. A gravação durou em torno de 24 minutos. Falei sobre a divulgação desse campo de estudos e sobre o meu processo atuando como HQ-Repórter. Ficou muito bacana. Segue abaixo para quem quiser ouvir.

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sábado, julho 23, 2011

Notícia bacana: quadrinhos na Academia Brasileira de Letras

Clique em EXIBIR IMAGENS para ver o e-mail.
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Huxley versus Orwell

Recebi por email uma interessante comparação entre as ideologias dos escritores Aldous Huxley e George Orwell. Segue abaixo. Para saber onde encontrei essa HQ, cutuque aqui. Quem quiser pode ler o original em inglês aqui.

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terça-feira, julho 19, 2011

Joe Sacco por Daniel Gnattali

O quadrinista Daniel Gnattali esteve recentemente na FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty e decidiu contar em quadrinhos o que viu por lá. Segue abaixo seu longo relato. Destaque especial para a palestra do HQ-repórter Joe Sacco.

[Clique sobre a imagem para ver em tela cheia.]

quarta-feira, julho 13, 2011

Curso de Extensão em Reportagem em Quadrinhos: NOVAS DATAS

Curso de Extensão:

Reportagem em Quadrinhos

Desenho de Maumau

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O quê: curso de reportagens em quadrinhos

Com quem: Augusto Paim, jornalista cultural e escritor

Quando: sextas-feiras, das 14h às 18h, de 12 de agosto a 2 de setembro de 2011

Onde: PUC RS

Inscrições: até 8 de agosto

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Quer aprender a trabalhar com um novo gênero do jornalismo que é uma tendência seguida por jornais como a Folha de São Paulo e o argentino La Nacion? A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) oferecerá em Porto Alegre um Curso de Extensão inédito sobre reportagens em quadrinhos. Serão 20 horas-aula, divididos em quatro encontros, sempre às sextas-feiras, a partir do dia 12 de agosto de 2011. A proposta é unir teoria e prática: os alunos não só serão estimulados a refletir sobre o uso da linguagem dos quadrinhos no jornalismo, como também participarão de uma sala de redação visando à produção de reportagens nesse formato.

O curso é aberto para estudantes da PUC e para o público em geral. Não é exigido ter conhecimentos de quadrinhos. Também NÃO é necessário saber desenhar: para fins didáticos, serão usadas fotografias. No curso, o aluno aprenderá ainda sobre a escrita de roteiros e o uso de técnicas narrativas, que podem ser aplicadas em qualquer linguagem – especialmente no cinema, que têm muitos pontos em comum com os quadrinhos, haja vista que todo filme começa com um roteiro e um storyboard.

O Jornalismo em Quadrinhos surgiu na década de 1990, com os livros-reportagens sobre conflitos bélicos do jornalista maltês Joe Sacco. Já no século 19, no entanto, havia experiências nesse formato. Agora surge uma nova geração internacional de HQ-repórteres e de veículos especializados, como http://www.cartoonmovement.com/ e o http://www.newsmanga.com/, este último uma experiência pioneira com mangás jornalísticos diários. Veículos tradicionais também têm publicado reportagens em quadrinhos, haja vista que essa pode ser uma saída para impedir o fim do jornalismo impresso, ao atrair novos leitores de jornais. O gênero também tem sido trabalhado em biografias e outras formas de não-ficção em quadrinhos.

Para saber mais sobre o Jornalismo em Quadrinhos, a sua história e a nova safra de HQ-repórteres, leia esta reportagem publicada na edição de março da Revista da Cultura.


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Objetivos do curso: incentivar a reflexão sobre o gênero Jornalismo em Quadrinhos a partir da experiência prática; estimular a produção de reportagens em quadrinhos por meio de orientação especializada; qualificar a produção e a reflexão teórica sobre Jornalismo em Quadrinhos através da introdução e aprofundamento do tema no ambiente da Graduação.

Ementa: a linguagem dos quadrinhos aplicada ao jornalismo; a pauta, a apuração e a edição no Jornalismo em Quadrinhos.

Pré-requisitos: nenhum. Apenas são recomendáveis conhecimentos prévios sobre jornalismo em geral.

Programa

Aula 1 - Palestra "Elementos da Narrativa em Quadrinhos" + reunião de pauta

Aula 2 - Apresentação das apurações + decupagem dos temas

Aula 3 - Roteiro + Edição

Aula 4 - Apresentação das reportagens + Avaliação

Ministrante do curso: Augusto Paim é jornalista cultural, escritor e tradutor. Atualmente, cursa o Mestrado em Teoria da Literatura na PUC RS e trabalha como jornalista cultural freelance. Já publicou reportagens nas revistas Continuum, Norte, Aplauso e Revista da Cultura. Em 2009, traduziu para o português o livro Johnny Cash - uma biografia, premiada obra do quadrinista alemão Reinhard Kleist. Em 2010, foi curador e organizador do I Encontro Internacional de Jornalismo em Quadrinhos. No mesmo ano, fez uma reportagem em quadrinhos sobre o Esporte Clube Juventude, com a quadrinista Ana Luiza Koehler. Agora trabalha em uma reportagem em quadrinhos sobre o Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, para o site Cartoon Movement. Desde 2007, ministra palestras sobre quadrinhos em escolas e universidades. Mantém os blogs http://www.cabruuum.blogspot.com/, sobre HQ, e http://www.augustfest.blogspot.com/, sobre jornalismo e literatura.

Resumo das informações

Carga horária: 20 horas-aula.

Período: De 12 de agosto a 2 de setembro de 2011.

Dia e horário: sextas-feiras, das 14h às 18h.

Datas: 12, 19 e 26 de agosto e 2 de setembro de 2011.

Local: PUC de Porto Alegre

Vagas: 15 a 20.

Investimento: R$ 324 para alunos, diplomados, professores e funcionários da PUCRS; R$ 360 para o público em geral.

Inscrições: até 8 de agosto de 2011.

Onde se inscrever: Av. Ipiranga, 6681, Prédio 15, sala 112, telefone (51) 3320 3727.

Outras informações: com o ministrante Augusto Paim (augusto.paim [@] gmail.com) ou com o coordenador Luciano Klöckner, no telefone (51) 3320 3727, de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h15min, ou no site.

terça-feira, julho 05, 2011

Entrevistas com Joe Sacco

O HQ-repórter mais conhecido da paróquia está neste momento no Brasil. Joe Sacco veio até aqui para participar da FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty. Em função disso, tem concedido uma porção de entrevistas. Linco aqui as principais:

- Universo HQ
- Época
- Folha de S. Paulo
- G1
- Omelete

Sobre essas entrevistas (e o fenômeno dos seus aparecimentos), cabem duas observações:

1) creio que a vinda de Joe Sacco ao Brasil dará um impulso a curto, médio e longo prazo no desenvolvimento do Jornalismo em Quadrinhos brasileiro, tanto como campo de estudos quanto prática. É como se a pesquisa e a produção por aqui fosse alçada a outros patamares, muito em função da própria divulgação do gênero. Afinal, para se falar da presença de Joe Sacco no Brasil e explicar a sua envergadura no meio dos quadrinhos, faz-se necessário falar também sobre o que é o Jornalismo em Quadrinhos. Todo mundo que já trabalha com isso sai ganhando.

2) essas entrevistas devem se transformar rapidamente em corpus acadêmico, vindo a aparecer em breve em inúmeras citações em monografias, dissertações e, por que não?, teses. É que até hoje Joe Sacco pouco ou nada tinha falado sobre seu processo de trabalho ou sobre o que ele pensa sobre o Jornalismo em Quadrinhos. Isso mesmo. Ele, que é considerado por muitos o inventor do gênero, não havia falado ainda publicamente sobre isso (pelo menos não que eu saiba). Tanto que nos trabalhos acadêmicos sua obra é citada e estudada, mas ele não costuma ser fonte teórica. Por isso, essas entrevistas devem preencher uma lacuna.

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PS.: a Folha de S. Paulo fez uma sabatina pós-FLIP com Joe Sacco. Aqui. É muito interessante, pois ali ele relata seus procedimentos jornalísticos para apurar e fazer reportagens em quadrinhos.

PS2.: outra entrevista muito boa, agora do Guia do Estudante. Aqui.

segunda-feira, maio 30, 2011

Frajola e Bob Esponja entram para a história da arte

Alguns blogs têm divulgado na internet uma invasão de personagens de desenhos animados a quadro famosos da história da arte. Três exemplos abaixo.


Cutucando aqui você pode ver muitos outros exemplos.

Infelizmente, ainda estou tentando descobrir a autoria dessas imagens. Assim que souber, publico aqui.

domingo, maio 08, 2011

Com quantos "us" se faz um blog de quadrinhos

Meu amigo e colega jornalista Anderson Ribeiro, proprietário do ArTorpedo (que surgiu junto com o cabruuum como atividade final do Laboratório de Jornalismo Cultural do programa Rumos Itaú Cultural, no já longínquo 2005), decidiu me fazer uma surpresa neste final de semana: escreveu o texto abaixo, homenageando este que vos escreve e também o que e onde escreve este que vos escreve.

Não é meu aniversário nem nada, nem foi homenagem de Dia das Mães (o cabruuum não tem mãe, só pai, que sou eu - até porque, se tivesse mãe, só um exame de DNA comprovaria a paternidade).

Homenagens gratuitas são ainda mais gostosas, por isso compartilho aqui.

***

Com quantos ‘us’ se faz um blog de quadrinhos?

Bem, depende do tamanho da empolgação e se tem predicado e lastro para poder mantê-lo. Em princípio achei que os assuntos acabariam no já rotulado mundo dos super-heróis – nada contra, eu adoro – depois de passar por coisas tipo Turma da Mônica e personagens Disney. Quem poderia imaginar que rendesse tanto? Quem, me respondam com sinceridade, acharia que teria fôlego para aguentar os quase seis anos? E o melhor, além de trazer novidades do mundo quadrinista, com publicações nacionais e estrangeiras desconhecidas do público, apresenta propostas, teses, levantes, bandeiras de que as HQs podem sim ser notícia, não como produto lançado, mas como estilo jornalístico.

Nesse caso, a empolgação veio com três ‘us’, mas poderia ser muito mais. Aliás, nunca lembro disso, contei os ‘us’ para poder escrever. Sempre coloco mais, pois fico imensamente empolgado a cada leitura, mesmo que às vezes não entenda muita coisa, por ser tão específica. Coloco cinco, seis e ainda multiplico os ‘emes’. É como o uhuuuuuuu quando digitamos nas redes sociais pra mostrar ao outro que curtimos muito.

Então, é preciso ter cartas na manga, afinidade, desejo, vontade, conhecimento e perseverança para poder resistir, crescer e provar pra todo mundo com quantos ‘us’ se faz um blog de quadrinhos.

sábado, abril 16, 2011

Jornalismo em Quadrinhos nipo-uberabense

Navegando pela internet, dei de cara com isto:


Segundo a descrição das próprias autoras, trata-se de um "livro-reportagem em forma de Mangá, feito pelas alunas Danielle Maia, Eliane Moratelli e Rita de Cassia, como exigência para a conclusão do curso de Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, da Universidade de Uberaba, MG."

Ou seja: Jornalismo em Quadrinhos sobre a sociedade nipônica de Uberaba. Ou seja - parte 2: estão surgindo novas HQ-repórteres brasileiras. Ou melhor, mangá-repórteres.

Quem quiser saber detalhes sobre os bastidores desse trabalho, veja no paper abaixo:

quinta-feira, abril 07, 2011

Outra reportagem em quadrinhos brasileira

Trata-se realmente de um fenômeno. Os jornais ou portais de notícia estão produzindo cada vez mais reportagens (ou notícias simples) em quadrinhos. Já não há medo de arriscar.

Eis um caso recente. Cutuque aqui.

sábado, março 26, 2011

Versão cult da Liga da Justiça da Bahia

Outro dia divulguei aqui o clipe da versão axé da Liga da Justiça. Essa música foi o grande hit desse verão na Bahia, até jogadores de futebol do porte do Neymar já comemoraram gols fazendo a dancinha do clipe.

Pois eis que o colega Leandro Dóro me avisa que foi feita uma versão cult dessa mesma letra. Agora, porém, só voz e violão.

Olha aí embaixo!