
Eu poderia acabar o post por aqui, mas lembrei de um trabalho que assisti no último Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. O título: O aprendizado da linguagem da história em quadrinhos. O autor: Edgard José de Faria Guimarães. O Edgard é professor-assistente do Departamento de Eletrônica Aplicada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica, vulgo ITA. Estranho, não? Afinal, onde está o gancho com os quadrinhos?
Enfim, não vem ao caso. Pois o gancho que quero destacar é em relação a ensino e linguagem/idioma, comum ao livro do Barnabé e ao trabalho do Edgard. Veja o resumo do último:
"Este texto trata da seguinte questão: a linguagem da História em Quadrinhos pode ser aprendida naturalmente ou precisa ser ensinada formalmente. São apresentados argumentos a favor e contra cada uma das possibilidades. Cada elemento da linguagem da História em Quadrinhos é analisado em relação à facilidade de apreensão pelo leitor. Relacionada a esta questão está a eficiência da História em Quadrinhos como instrumento educacional. Finalmente é proposta uma síntese da questão."
Algumas anotações que fiz durante a apresentação do trabalho:
* a diagramação de gibis - pelo menos os mais convencionais - segue o mesmo padrão da escrita, ou seja, esquerda para direita, cima para baixo;
* o balão é usado desde 1400. Não surgiu com as HQs. Disseminou-se com a publicidade;
* muitos elementos dos quadrinhos não são específicos, e sim migraram de outras áreas. A citar, alguns tipos de cortes e enquadramentos, que têm origem no cinema;
* a representação da mitose (um processo de divisão de células) em livros de biologia, por exemplo, é uma história em quadrinhos. Há outros exemplos. Por isso, os professores já saberiam ensinar usando HQs;
* o Ministério da Educação já recomendaria o ensino de HQs nos Parâmetros e Referências Curriculares Nacionais (PCN).
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