sábado, dezembro 10, 2005

Um vírus derrota The Spirit

[esse é o Spirit]


Sei, não tem desculpa pra eu não ter feito postagem ontem. Mas, realmente, não deu. Fiquei inutilizado por causa de um vírus que, se não gripou ninguém, ao menos me deixou sem computador. Enquanto isso, vou incomodando os amigos e postando fora de casa.

Bem, esses dias falei do site do Scott McCloud. Depois me bateu o remorso: por que não falei do site do Will Eisner também? Bem, eu... eu... eu... eu estou fazendo isso agora!

O Will Eisner é estadunidense, nasceu em 3 de março de 1917 e morreu este ano, dia 5 de janeiro. Nesse meio tempo - uma bagatela de quase 88 anos -, publicou uma porção de HQs. Destacando alguma coisa: o célebre The Spirit, as graphic novels (ou seja, novelas em quadrinhos) Avenida Dropsie e Um Contato com Deus (quer mais exemplos? Cutuque aqui!), e as obras teóricas Narrativas Gráficas e Quadrinhos e arte seqüencial, até hoje referências bibliográficas essenciais para qualquer quadrinista.

Mais detalhes você vê aqui, na wikipédia. E no site dele, também, onde você inclusive pode deixar homenagens ao falecido. Agora, pra encerrar: depois de muito cutucar (apesar de o espaço virtual do Eisner ser tão singelo quanto a sua obra impressa), você talvez tope aqui: a história do detetive John Law. O chamariz aí é poder ler online alguns quadrinhos dessa personagem.

[esse é o cara]

Um comentário:

Cena Cênica disse...

Augustino,
Fiz uma matéria para o meu blog sobre uma peça que era baseada nos quadrinhos de Will Eisner, que coincidência, né?

Queria dar uma suugestão de pauta pra você. Tem um livro que foi lançado agora há pouco chamado Quadrinhos sujos, organizado pelo baiano Gonçalo Junior (A guerra dos gibis e Tentação à italiana).

Trata-se uma a compilação que vem em uma caixa de quatro livretos de 96 páginas cada, e compreende o período entre os anos 30 e 50, quando os norte-americanos publicavam clandestinamente os artesanais Tihuanas-bibles, também conhecidos como dirty comics.

Nessa época, era possível encontrar aventuras homossexuais do Pato Donald, ou então formando um triângulo amoroso com Minnie e Mickey. Também havia Carmem Miranda e suas bananas, Popeye e seu poderoso espinafre. Personalidades do cinema, como Ingrid Bergman, e o Gordo e o Magro, e ainda líderes e bandidos da época, como Mussolini, Hitler (torturando mulheres e acariciando homens), Al Capone e Jesse James, em situações de impublicáveis perversões.

Um colega do Diario fez uma matéria sobre isso. Só que eu acho que vc não vai conseguir acessar pelo portal, porque precisa de senha.

Bjos,
Mirella
(http://cenacenica.blogspot.com/)